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Saúde
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Estudo revela impactos precoces da esquizofrenia no cérebro

Pesquisadores indicam que anomalias cerebrais podem predispor à doença.

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 16:20
Estudo revela impactos precoces da esquizofrenia no cérebro

Um estudo publicado na revista 'Glial Health Research', conduzido por cientistas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, revela que mudanças microscópicas no cérebro durante a formação neural podem aumentar o risco de esquizofrenia anos depois.

A esquizofrenia é um transtorno mental que prejudica a interpretação da realidade, trazendo sintomas como alucinações e delírios, e que pode se manifestar com isolamento social e falta de interesse em atividades cotidianas.

Pesquisas indicam que a esquizofrenia pode ter raízes em alterações metabólicas que ocorrem muito antes do surgimento dos primeiros sintomas.

Os pesquisadores exploraram o papel da fosfoglicerato desidrogenase (PHGDH), uma enzima crucial na produção de D-serina, fundamental para a conectividade neuronal e a aprendizagem. O bloqueio dessa enzima em 'minicérebros' desenvolvidos em laboratório resultou em uma drástica queda nos níveis de D-serina, levando a um crescimento comprometido do tecido cerebral.

Além disso, a pesquisa destacou a dependência dos neurônios de células de suporte chamadas astrócitos. Os astrócitos conseguiram se adaptar durante a deficiência da enzima, mas os neurônios não conseguiram maturar corretamente, prejudicando assim a comunicação neural.

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O cérebro funciona como uma rede integrada; quando o equilíbrio entre neurônios e células de suporte se altera, a arquitetura cerebral pode ser seriamente impactada.

Dr. Fabiano de Abreu Agrela, Pós-PhD em neurociências.

Embora os achados do estudo sejam significativos, os pesquisadores alertam que a presença dessas anomalias não determina que um indivíduo desenvolverá esquizofrenia. A condição é considerada multifatorial, com a combinação de fatores genéticos, ambientais e circunstâncias de vida desempenhando um papel crucial.

Dr. Fabiano de Abreu Agrela acredita que entender como o cérebro se desenvolve pode ajudar na prevenção de condições psiquiátricas, permitindo a criação de estratégias para identificar e tratar precocemente esses transtornos.

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