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Saúde
2 min de leitura

Bactéria ameaçadora é descoberta em peixes brasileiros

Identificação da columnariose gera alerta para aquicultura no país

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 15:45
Bactéria ameaçadora é descoberta em peixes brasileiros

Pesquisadores brasileiros fizeram uma descoberta alarmante ao identificar pela primeira vez no país a presença da columnariose, uma doença grave que afeta peixes de criadouros destinados ao consumo humano, especialmente a tilápia.

Até esse momento, diferentes variantes do gênero Flavobacterium, responsáveis pela doença, haviam sido encontradas apenas em criadouros da Ásia e dos Estados Unidos. Agora, essa doença se torna uma preocupação significativa para a aquicultura no Brasil.

A columnariose é particularmente perigosa para a tilápia e também pode infectar espécies nativas, como tambaqui e pacu.

De acordo com Daniel de Abreu Reis Ferreira, principal autor do estudo, a identificação inicial dessas bactérias ocorre através de análises visuais em microscópios. As espécies de Flavobacterium causam lesões na pele e nas nadadeiras dos peixes, levando à morte rápida, especialmente entre larvas e alevinos.

Impacto nos Peixes Nativos

No total, 11 cepas foram isoladas no estudo, das quais seis pertenciam à Flavobacterium oreochromis, que já era conhecida por afetar apenas a tilápia. No entanto, agora essa bactéria foi detectada em outros peixes nativos criados para o consumo.

Além disso, uma nova cepa, Flavobacterium davisii, foi encontrada em um pintado-da-amazônia, indicando que essa bactéria pode infectar diferentes famílias de peixes.

A adaptação das bactérias ao clima brasileiro aumenta o risco de disseminação da columnariose.

As análises mostraram que essas bactérias, anteriormente encontradas apenas em climas diferentes, encontram condições ideais para crescimento nas águas brasileiras, especialmente a 28 °C, que é a temperatura média dos rios continentais do país.

Pesquisas indicam que a salinidade da água pode ajudar no combate a essas bactérias, pois elas não toleram bem ambientes salinos. No entanto, ainda são necessários novos estudos para determinar os níveis de salidade apropriados para cada espécie.

Perspectivas Futuras

Os cientistas estão agora focando em pesquisas genômicas para identificar alvos potenciais para futuras vacinas. Uma das opções exploradas é a criação de imunizantes autógenos, adaptados às cepas locais, que poderiam ser administrados por meio de banhos com a bactéria atenuada.

Essa abordagem é especialmente benéfica para peixes jovens, que são mais vulneráveis à columnariose, permitindo uma vacinação em massa durante essa fase crítica.

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