Doença perigosa para o rebanho requer atenção redobrada dos produtores

Nesta semana, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) confirmou um caso de raiva bovina em uma propriedade rural situada em Itapiranga, no oeste do estado, possivelmente impactando a saúde da pecuária local.
A raiva bovina, uma doença viral transmitida pela mordida de morcegos hematófagos, é incurável e pode acarretar sérios prejuízos aos criadores caso não sejam seguidas as medidas preventivas necessárias. Exames realizados detectaram o vírus em uma vaca leiteira que faleceu em julho.
Na mesma propriedade, outro bovino apresenta sintomas típicos e segue sob vigilância das autoridades sanitárias. Celles Regina de Matos, presidente da Cidasc, enfatizou: 'Embora o número de casos não seja alarmante, é crucial que os produtores realizem a vacinação, já que a contaminação pode decorrer do contato com morcegos da região.'
✨ Santa Catarina já registrou 26 casos de raiva bovina em 2026, com Pescaria Brava liderando as ocorrências.
Após um período de incubação que varia de 30 a 90 dias, os sintomas da raiva bovina incluem alterações no comportamento, diminuição do apetite, salivação excessiva, perda de coordenação motora e dificuldade em ficar de pé. A enfermidade pode levar à morte do animal em apenas quatro a oito dias devido à paralisia respiratória.
A principal estratégia de contenção é a vacinação dos rebanhos. A Cidasc orienta ainda sobre a necessidade de inspeção de abrigos que possam servir de refúgio para morcegos hematófagos e a importância de informar qualquer suspeita da doença às autoridades.
Conhecida como raiva dos herbívoros, a raiva bovina é uma condição grave que afeta o sistema nervoso central e pode infectar não apenas bovinos, mas também equinos, ovinos, caprinos e suínos, além de seres humanos.
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