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Saúde
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México coordena medidas contra ebola durante Copa do Mundo

Ações conjuntas com EUA e Canadá visam prevenir contágios da doença

Carlos Silva26 de maio de 2026 às 13:05
México coordena medidas contra ebola durante Copa do Mundo

O governo do México anunciou, nesta terça-feira (26), que está alinhando esforços com os Estados Unidos e o Canadá para implementar medidas que minimizem o risco de contágios de ebola durante a Copa do Mundo de futebol.

A seleção da República Democrática do Congo, país que enfrenta uma epidemia desse vírus perigoso, jogará suas partidas iniciais em estádios situados nos Estados Unidos e no México. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a atual epidemia congolense como 'extremamente grave e complicada', o que gera preocupações sobre possíveis contágios em outras nações africanas.

Medidas de vigilância epidemiológica rigorosas estão sendo implementadas em colaboração com EUA e Canadá.

David Kershenobich, secretário de Saúde do México, destacou em coletiva de imprensa que protocolos de isolamento e monitoramento intensivo serão desenvolvidos especialmente para a Copa do Mundo. As seleções e os turistas deverão seguir diretrizes rígidas para garantir a saúde pública durante o evento.

Recentemente, os Estados Unidos informaram que a equipe congolesa precisará cumprir um período de isolamento de 21 dias antes de entrar no país para participar do torneio, tendo estreia marcada para 17 de junho, contra Portugal, em Houston. A segunda partida ocorrerá em Guadalajara contra a Colômbia, e será a estreia da equipe no território mexicano.

Com mais de cinco milhões de turistas esperados durante a Copa do Mundo na América do Norte, as autoridades estão trabalhando para fortalecer as medidas de segurança sanitária. O último confronto da seleção da República Democrática do Congo, que terá sua base de treinamento em Houston, será no dia 27 de junho, em Atlanta, contra o Uzbequistão.

Contexto sobre o surto de ebola

Atualmente, a OMS contabiliza 220 mortes associadas ao surto na República Democrática do Congo, com 900 casos suspeitos. Uganda também foi afetada, registrando sete casos confirmados. Este surto é da cepa Bundibugyo, que não possui vacina ou tratamento específico.

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