Ministro Eloy Terena destaca emergência de chikungunya em Dourados
Situação crítica afeta comunidades indígenas e demanda ações do governo.

O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, avaliou como crítico o estado de emergência em Dourados, MS, devido a um surto de chikungunya que já infectou 1.764 pessoas no Mato Grosso do Sul.
Em visita ao município nesta sexta-feira, 3, Terena ressaltou a responsabilidade compartilhada em relação à saúde, destacando que é essencial concentrar esforços no enfrentamento da crise.
✨ Dourados concentra a maior parte dos casos de chikungunya no estado, com 759 registros.
Dos sete óbitos confirmados no estado, cinco ocorreram na Reserva Indígena de Dourados, incluindo tragicamente dois bebês com menos de quatro meses. Essa situação revela o impacto desproporcional do surto sobre as comunidades indígenas.
O governo estadual reportou ainda a presença de 1.893 casos em investigação, evidenciando a necessidade urgente de medidas. Em resposta, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu a emergência em 30 de março, resultando em novos esforços federais para controlar o mosquito Aedes aegypti.
Situação Epidemiológica
O aumento dos casos de chikungunya levou a Força Nacional do SUS e a Secretaria de Saúde Indígena a intervir em Dourados, com uma força-tarefa focada no controle da doença.
Recursos no total de R$ 3,1 milhões foram destinados ao município, com R$ 1,3 milhão voltados para assistência humanitária, enquanto R$ 974,1 mil estão alocados para serviços de limpeza e destinação de resíduos, e R$ 855,3 mil para vigilância e controle.
"A assistência é uma das partes importantes e a gente vai entrar com ações contundentes de controle vetorial para reduzir esta pressão nos serviços de saúde
Eloy Terena também enfatizou a necessidade de uma melhor gestão dos resíduos sólidos nas aldeias indígenas, para eliminar criadouros do mosquito. Ele convocou autoridades locais para melhorar a coleta de lixo e outros projetos estruturais nas comunidades.
As equipes de saúde continuam ativas na Reserva Indígena, monitorando o cenário epidemiológico, mas não há clareza se as ações têm tido um efeito positivo na redução dos casos nas localidades afetadas.
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Carlos Silva
Jornalista especializado em Saúde
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