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Saúde
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Obesidade infantil cresce no Brasil e gera preocupações em saúde

Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil alerta para a situação

Ricardo Alves03 de junho de 2026 às 13:50
Obesidade infantil cresce no Brasil e gera preocupações em saúde

O Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil, celebrado em 3 de junho, destaca um tema alarmante no Brasil: a crescente taxa de obesidade entre crianças.

De acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), em 2025, mais de 4,2 milhões de crianças entre 0 e 9 anos foram diagnosticadas com excesso de peso, o que representa 33% dessa faixa etária.

Além das consequências físicas, a obesidade pode prejudicar o desenvolvimento emocional e social das crianças.

Para esclarecer dúvidas sobre esse problema crescente, Janaina de Fatima Avila Amaral, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, apresenta cinco mitos sobre a obesidade infantil.

Mitos sobre a obesidade infantil

  • 11. A criança irá perder peso naturalmente com o crescimento.
  • 22. Obesidade infantil acontece apenas por excesso de comida.
  • 33. Dietas restritivas são a melhor solução.
  • 44. A obesidade infantil afeta apenas a saúde física.
  • 55. Praticar atividade física sozinho resolve o problema.

Janaina esclarece que um dos equívocos mais comuns é acreditar que o excesso de peso desaparecerá com o crescimento da criança. Na realidade, a obesidade infantil frequentemente persiste até a adolescência e a idade adulta sem acompanhamento adequado.

Outro mito é a crença de que a obesidade é resultado exclusivo da alimentação. Esta condição é multifatorial, envolvendo também fatores como sedentarismo e questões emocionais.

A prática de dietas rigorosas é prejudicial ao desenvolvimento, pois as crianças necessitam de nutrientes essenciais durante as fases de crescimento. Em vez disso, a reeducação alimentar deve ser o foco.

Os impactos da obesidade não se limitam à saúde física. Crianças com sobrepeso frequentemente enfrentam bullying e problemas de autoestima, o que torna o suporte emocional crucial.

Embora a atividade física seja fundamental, apenas se exercitar não é suficiente. É essencial que as crianças tenham uma rotina de vida equilibrada, incluindo uma alimentação saudável e um suporte familiar apropriado.

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A mudança precisa ser um esforço coletivo da família. Quando os adultos adotam hábitos mais saudáveis, as crianças se sentem mais motivadas e apoiadas nesse processo.

Janaina de Fatima Avila Amaral

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