Psicoterapeuta Jaber Ali Younes aborda as transformações na paternidade atual

No contexto contemporâneo, muitos homens expressam um temor frequente em terapia: o receio de não se tornarem bons pais. Aqueles com experiências de paternidade ausente frequentemente questionam: 'Como poderei guiar meu filho se eu não tive um guia?'.
A psicanálise, especialmente através das ideias de Donald Winnicott, sugere que não é necessário ser um pai impecável para criar uma criança saudável. Em vez disso, um 'pai suficientemente bom' é aquele que, apesar de cometer erros, manterá uma presença segura e acolhedora.
✨ A paternidade moderna busca mais do que sustento financeiro: gostaria de vínculos emocionais e participação ativa na vida dos filhos.
Embora muitos homens sintam que a falta de um pai os impede de serem bons pais, a realidade pode ser otimista. O que muitos experienciam como ausência pode ser transformado em uma motivação poderosa para criar vínculos mais afetivos.
Ser pai pode se transformar em um ato de reparação emocional. Ao oferecer ao filho o amor e a atenção que nunca recebeu, o homem inicia um processo de cura de suas próprias feridas, interrompendo ciclos de abandono e distanciamento que podem ter passado por gerações.
O medo de errar na paternidade, frequentemente, reflete o quanto ele se importa. Ser pai não implica ter todas as respostas, mas sim estar presente, oferecendo suporte e amor incondicional.
"Quando o mundo parecer grande e assustador para a criança, é essa presença que lhe proporcionará segurança e proteção
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