Polícia Militar de SP aposenta tenente-coronel acusado de feminicídio
Geraldo Leite Rosa Neto, preso desde março, pode perder a pensão

A Polícia Militar de São Paulo oficializou a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio e detido desde março. O evento ocorreu na terça-feira, com a publicação do decreto no Diário Oficial, assinado pelo coronel Antonio Thomazelli Júnior.
O crime, que envolve a esposa de Geraldo, Gisele Alves Santana, aconteceu em fevereiro no apartamento do casal no Brás, na capital paulista. Com a transferência para a reserva, a responsabilidade pela pensão mensal de aproximadamente R$ 21 mil passará a ser da SPPrev, Instituto de Previdência do governo estadual.
✨ Caso seja punido pela Justiça, Geraldo pode perder sua aposentadoria integral.
A Secretaria de Segurança Pública informou que um processo interno está em andamento, que pode resultar em demissão, perda do posto e da patente do oficial, mesmo após sua aposentadoria. Essa punição pode levar o tenente-coronel a receber apenas o valor estipulado pelo INSS, em vez da pensão da SPPrev.
Situação Legal
Geraldo Neto, de 53 anos, é réu na Justiça comum e está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março. Ambas as Corregedorias, da PM e Civil, já concluíram os inquéritos, identificando-o como autor dos crimes.
A PM confirmou que a revisão dos valores da pensão dependerá do julgamento do Tribunal de Justiça Militar, enquanto a SPPrev se comprometeu a iniciar o pagamento já neste mês.
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