Saúde mental nas periferias: iniciativas comunitárias em destaque
Coletivos se mobilizam para atender demandas de saúde emocional em comunidades marginalizadas

Géssica de Paulla, ativista da saúde mental, inicia rodas de conversa nas periferias urbanas, abordando um tema crucial: a saúde emocional em áreas com escasso acesso a atendimento psicológico.
Desafios e a realidade nas periferias
Em bairros periféricos, onde tratamento psicológico é frequentemente inatingível devido ao custo e à distância dos serviços, iniciativas como a de Géssica estão crescendo. Dados do Observatório de Saúde Pública da Umane indicam que 12,7% da população brasileira lida com depressão e 26,8% com ansiedade.
✨ A saúde mental na periferia é uma questão urgente e negligenciada.
No Centro de Direitos Humanos e Educação Popular do Capão Redondo, mulheres se reúnem no quinzenal da Associação Flor de Cactos para apoio psicossocial. Entre risadas, elas compartilham vivências dolorosas, como a experiência de Terezinha de Jesus Freitas, que passou por tragédias pessoais devido à violência.
"Entendemos o luto como uma pauta extremamente importante, mas negligenciada nas periferias - Cristiane Uchôa, psicóloga e coordenadora do projeto.
O projeto, que integra mulheres em luto, desde sua fundação, tem colaborado para que elas expressem suas dores coletivamente, enfrentando o tabu e o medo associados às suas histórias familiares.
A luta pela saúde mental indígena
Enh Xyam Akroá Gamella, um indígena da Terra Indígena Taquaritiua, busca apoio em uma abordagem que fusiona a psicanálise com a cosmologia indígena. Ao estudar Arquitetura na Unicamp, Gamella enfrentou solidão e sofrimento, resultando em necessidades psiquiátricas. Encontros com especialistas em saúde indígena começaram a ajudá-lo a retomar o bem-estar mental.
A dimensão cultural e a respeitabilidade das práticas indígenas são cruciais. Profissionais como Lucila de Jesus vêm promovendo cuidados mais adequados para esses grupos, oferecendo terapia que respeita suas tradições.
Saúde mental no Jardim Guaraú
No Jardim Guaraú, a coleta de experiências e dores de quem vive na violência urbana é o foco do projeto Saúde Mental nas Periferias, que utiliza a convivência próxima para abordar questões de saúde mental e construir uma rede de apoio entre vizinhos.
✨ A saúde mental não é acessível a todos; iniciativas comunitárias vêm preencher esse vazio.
Esses coletivos, muitas vezes sem o respaldo institucional adequado, buscam novas formas de financiamento e formas de acolher a população, tornando-se vozes ativas por dignidade e respeito às vivências emocionais das comunidades.
"A luta pelo acesso à saúde mental é coletiva e estamos pressionando o Estado por melhores serviços na periferia - Emilyn Carvalho, coordenadora do Psicanálise Periférica.
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