Surto de Ebola na RD Congo gera urgência em pesquisas de vacinas
Cepa Bundibugyo é foco de preocupação por falta de tratamentos aprovados

Autoridades de saúde enfrentam um desafio crítico ao lidar com um surto de Ebola na República Democrática do Congo, ligado à cepa Bundibugyo, que não possui vacinas ou tratamentos aprovados. O surto já causou aproximadamente 550 infecções e 101 mortes.
Desafios do tratamento da cepa Bundibugyo
Ao contrário da cepa Zaire, que é mais prevalente e possui opções de tratamento aprovadas, a cepa Bundibugyo carece de alternativas médicas estabelecidas. O vírus apresenta uma taxa de mortalidade de até 40%. Cientistas e organizações de saúde estão explorando tratamentos e vacinas experimentais, embora a maioria ainda não tenha sido testada em humanos.
✨ A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a priorização de vacinas e medicamentos experimentais para conter a BDBV.
Vacinas em desenvolvimento
Entre as vacinas em desenvolvimento, destaca-se a rVSV Bundibugyo, que demonstrou sucesso preliminar em primatas. A Iniciativa Internacional para a Vacina contra a AIDS está avançando na produção da vacina, com um financiamento inicial garantido de US$ 3,2 milhões pela CEPI. A OMS estima que sua avaliação em ensaios clínicos levará entre sete a nove meses.
Outra candidata promissora é a ChAdOx1 Bundibugyo, desenvolvida pela Universidade de Oxford. O Serum Institute da Índia já iniciou a produção da candidata, com a CEPI investindo até US$ 8,6 milhões em sua pesquisa. Doses dessa vacina podem estar disponíveis em dois a três meses para avaliação de eficácia.
Terapias e antivirais
A OMS também sugeriu que o MBP134, um tratamento de anticorpos monoclonais, seja priorizado para ensaios clínicos, dado seu potencial de eficácia contra a BDBV. Adicionalmente, tratamentos antivirais como obeldesivir e remdesivir estão sendo considerados, com resultados positivos em testes em animais.
✨ Testes diagnósticos são essenciais para a identificação rápida da infecção pela BDBV.
Avanços nos testes diagnósticos
A OMS apontou a carência de capacidades de testagem para a cepa Bundibugyo como um obstáculo significativo na resposta ao surto. Várias empresas estão desenvolvendo testes moleculares para detectar o vírus, com a Roche e a Altona Diagnostics aumentando suas produções para atender as necessidades locais.
✨ O tempo está se esgotando para encontrar soluções eficazes contra a cepa Bundibugyo.
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