Voltar
Saúde
2 min de leitura

Surto de Ebola na RD Congo gera urgência em pesquisas de vacinas

Cepa Bundibugyo é foco de preocupação por falta de tratamentos aprovados

Giovani Ferreira10 de junho de 2026 às 15:05
Surto de Ebola na RD Congo gera urgência em pesquisas de vacinas

Autoridades de saúde enfrentam um desafio crítico ao lidar com um surto de Ebola na República Democrática do Congo, ligado à cepa Bundibugyo, que não possui vacinas ou tratamentos aprovados. O surto já causou aproximadamente 550 infecções e 101 mortes.

Desafios do tratamento da cepa Bundibugyo

Ao contrário da cepa Zaire, que é mais prevalente e possui opções de tratamento aprovadas, a cepa Bundibugyo carece de alternativas médicas estabelecidas. O vírus apresenta uma taxa de mortalidade de até 40%. Cientistas e organizações de saúde estão explorando tratamentos e vacinas experimentais, embora a maioria ainda não tenha sido testada em humanos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a priorização de vacinas e medicamentos experimentais para conter a BDBV.

Vacinas em desenvolvimento

Entre as vacinas em desenvolvimento, destaca-se a rVSV Bundibugyo, que demonstrou sucesso preliminar em primatas. A Iniciativa Internacional para a Vacina contra a AIDS está avançando na produção da vacina, com um financiamento inicial garantido de US$ 3,2 milhões pela CEPI. A OMS estima que sua avaliação em ensaios clínicos levará entre sete a nove meses.

Outra candidata promissora é a ChAdOx1 Bundibugyo, desenvolvida pela Universidade de Oxford. O Serum Institute da Índia já iniciou a produção da candidata, com a CEPI investindo até US$ 8,6 milhões em sua pesquisa. Doses dessa vacina podem estar disponíveis em dois a três meses para avaliação de eficácia.

Terapias e antivirais

A OMS também sugeriu que o MBP134, um tratamento de anticorpos monoclonais, seja priorizado para ensaios clínicos, dado seu potencial de eficácia contra a BDBV. Adicionalmente, tratamentos antivirais como obeldesivir e remdesivir estão sendo considerados, com resultados positivos em testes em animais.

Testes diagnósticos são essenciais para a identificação rápida da infecção pela BDBV.

Avanços nos testes diagnósticos

A OMS apontou a carência de capacidades de testagem para a cepa Bundibugyo como um obstáculo significativo na resposta ao surto. Várias empresas estão desenvolvendo testes moleculares para detectar o vírus, com a Roche e a Altona Diagnostics aumentando suas produções para atender as necessidades locais.

O tempo está se esgotando para encontrar soluções eficazes contra a cepa Bundibugyo.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Saúde