Voltar
Segurança
2 min de leitura

Morte de 'Sicário' investiga esquema de fraudes financeiras em MG

Luiz Philippe Mourão, envolvido em fraudes, comete suicídio em cela da PF

Giovani Ferreira23 de abril de 2026 às 20:55
Morte de 'Sicário' investiga esquema de fraudes financeiras em MG

A Polícia Federal finalizou sua investigação sobre o falecimento de Luiz Philippe Machado de Moraes Mourão, emblematicamente conhecido como 'Sicário'. Mourão, que estava preso, tentou tirar a própria vida em sua cela, foi socorrido, mas não sobreviveu.

O óbito ocorreu logo após sua prisão durante um inquérito relacionado a fraudes financeiras no Banco Master. A perícia identificou que a causa da morte foi asfixia, resultante de uma tentativa de suicídio que evoluiu para um quadro de morte encefálica.

Investigação detalhou que Mourão liderava uma estrutura criminosa denominada 'A Turma', envolvida em vigilância e coleta de informações sobre pessoas ligadas às investigações.

Os peritos da PF também confirmaram que não houve o uso de substâncias ilícitas antes do incidente. O relatório da investigação foi entregue ao ministro André Mendonça, que supervisiona as apurações relacionadas ao Banco Master no Supremo Tribunal Federal.

Atividades Criminosas e Denúncias

De acordo com a investigação, Luiz Philippe recebia um pagamento mensal de 1 milhão de reais por serviços ilícitos. O informe revelou que ele realizava acessos indevidos a sistemas restritos de diferentes órgãos, incluindo a própria PF e o Ministério Público Federal.

Desde 2021, Mourão enfrentava acusações na Justiça de Minas Gerais por crimes como organização criminosa e lavagem de dinheiro. O Ministério Público o descreveu como uma figura de destaque dentro da organização que atuava em conluio com Bruno Correa Lopes.

Além de Mourão, sua madrasta, mãe e irmã também são alvos das investigações que visam uma rede de fraudes que lesou diversos investidores que acreditavam estar fazendo aplicações legítimas.

Movimentação Financeira Suspeita

Um relatório de inteligência evidenciou uma movimentação atípica de 1,6 milhão de reais de Mourão entre 2015 e 2016, provavelmente resultante de práticas fraudulentas.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Segurança