Pax AI enfrenta investigações por contratos sem licitação
Questionamentos sobre transparência e segurança de dados tomam conta da empresa

A Pax AI, uma empresa brasileira especializada em videomonitoramento através de inteligência artificial, está no centro de uma controvérsia relacionada a contratos bilionários firmados sem licitação. As alianças que a companhia estabeleceu com os governos de Goiás, Paraná e São Paulo, em menos de dois anos de operação, agora estão sob a análise dos Tribunais de Contas desses estados.
Especializada em soluções de vigilância que cruzam dados para auxiliar investigações policiais, a Pax AI tem seu produto comparado ao software da Palantir, empresa de Peter Thiel. As acusações que surgem contra a Pax AI levantam sérias preocupações sobre a falta de transparência e a segurança informações da população.
✨ Recentemente, o deputado Arilson Chiorato (PT-PR) pressionou investidores internacionais sobre os contratos da empresa, ressaltando a possível falta de compliance nas transações.
Chiorato formalizou denúncias às empresas Benchmark e Greenoaks, que já investiram significativamente na Pax AI, totalizando cerca de 40 milhões de reais. A mudança de nome, de Paladium para Pax AI, que ocorreu antes dos questionamentos públicos, foi negada pela empresa como uma tentativa de escapar da crise de imagem.
Contexto
A Paladium foi criada por Davi Peixoto, começando com um capital social de 20 reais, que em menos de 30 dias saltou para 36 milhões. Com um rápido crescimento, a empresa anunciou que seu capital ultrapassou 156 milhões de reais em 2026.
A estrutura contratual da Pax AI também está sendo questionada. O modelo típico envolve uma secretaria estadual que firma acordos com empresas de tecnologia, que então se associam à Pax AI sem licitações, gerando preocupações sobre a opacidade dos processos e a correta aplicação de recursos públicos.
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