Tecnologia auxilia no manejo e diagnóstico de doenças na lavoura

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), localizada em Ilhéus, na Bahia, criou um aplicativo inovador destinado a ajudar os produtores de cacau no manejo de suas lavouras. O aplicativo, popularmente conhecido como 'app do cacau', foi apresentado durante a segunda edição da Expocacau e funciona como um assistente virtual que promove um diálogo interativo de assistência rural.
Este chatbot possui a capacidade de receber mensagens escritas, áudios, imagens e vídeos, proporcionando informações sobre diversas situações cotidianas enfrentadas nas plantações de cacau, incluindo a identificação de doenças. O serviço conta com inteligência artificial, que está em constante aprendizado com o objetivo de oferecer diagnósticos preliminares de pragas, destacando a vassoura-de-bruxa como uma das principais ameaças aos cacaueiros.
Sob a coordenação da professora Deborah Faria, do Departamento de Ciências Biológicas da UESC, o projeto também recebeu colaboração internacional. Pesquisadores da Universidad Nacional de San Martín (UNSM), no Peru, contribuíram com a experiência em imagens, enquanto o doutor Arun Pratihast, da Universidade de Wageningen, na Holanda, foi o responsável pelo desenvolvimento do modelo de inteligência artificial empregado no aplicativo. Quase 30 profissionais estão envolvidos nesse esforço colaborativo.
"Neste primeiro momento, elaboramos o aplicativo para detectar pragas e doenças e alguns tipos de deficiência nutricional do fruto. Daqui para frente, pretendemos lançar versões cobrindo outras funções.
✨ O app tem como objetivo reduzir o tempo de espera para assistência técnica, evitando prejuízos aos produtores.
A professora Faria destaca que, em situações práticas, se um pequeno produtor não consegue identificar uma praga ou doença em sua propriedade, pode levar um tempo considerável até receber a visita de um técnico. Este atraso pode gerar sérios prejuízos, e essa falta de assistência não é exclusiva do setor cacaueiro, mas se torna ainda mais crítica em áreas rurais mais afastadas, como muitas que existem na região sul da Bahia.
Esse aplicativo, que é totalmente gratuito para os usuários, recebeu financiamento do Instituto Arapyaú e é gerido pelo Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul), sob a coordenação técnica da UESC. O lançamento do 'app do cacau' é um passo significativo na valorização e inovação do setor agrícola baiano.
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