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tecnologia
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Desperdício silencioso: software inutilizado em empresas brasileiras

Uso inadequado de ferramentas digitais impacta eficiência operacional.

Acro Rodrigues05 de junho de 2026 às 08:05
Desperdício silencioso: software inutilizado em empresas brasileiras

Um estudo revela que muitas empresas enfrentam um problema significativo: o desperdício silencioso de softwares de gestão. Embora tenham investido em plataformas específicas, muitas equipes recorrem a meios informais, como o WhatsApp, para realizar seu trabalho.

De acordo com a pesquisa da B2B Stack, que analisou cerca de 19 mil avaliações de usuários, a simplicidade e o uso intuitivo influenciam a percepção de valor das ferramentas ao longo do tempo. Profissionais diretamente envolvidos nas operações tendem a avaliar criticamente essas soluções, especialmente diante de desafios como lentidão e falhas de integração.

Integrar ferramentas é um desafio

Thiago Muniz, professor da Fundação Getulio Vargas e CEO da B2B Stack, enfatiza que a implementação de novas tecnologias, sem adaptação à dinâmica real das equipes, pode complicar ainda mais o ambiente de trabalho. Ele explica que, sem uma clara compreensão dos fluxos de trabalho e da participação activa dos usuários, as tecnologias tornam-se uma sobrecarga em vez de uma solução.

O que caracteriza o desperdício silencioso?

Cinco comportamentos comuns indicam que uma ferramenta deixou de ser efetiva para a operação, mesmo gastando recursos no orçamento:

  • 1Uso informal de planilhas e mensagens fora da plataforma oficial.
  • 2Licenças pagas sem uso real, com concentrações em poucas funcionalidades.
  • 3Dependência de um grupo restrito de usuários para operar o sistema.
  • 4Aumento de chamados de suporte e soluções improvisadas.
  • 5Falta de integração com outras ferramentas, criando retrabalho.

Estes sintomas revelam que muitas empresas não estão aproveitando ao máximo os softwares adquiridos, levando à criação de processos paralelos que fragmentam a operação.

Avaliação de investimentos em tecnologia

Muniz destaca uma mudança na forma como as organizações enxergam seus investimentos em tecnologia. Antes preocupadas apenas com a quantidade de funcionalidades, as empresas mais maduras agora reconhecem que o verdadeiro retorno está na capacidade de integrar essas ferramentas à operação diária.

Necessidade de acompanhamento contínuo

Para evitar o desperdício silencioso, é crucial que as organizações acompanhem indicadores de uso, envolvam equipes na implementação das ferramentas e priorizem integrações que minimizem retrabalho entre os setores.

A falta dessa atenção pode resultar em altos custos operacionais e na manutenção de softwares que, embora ainda ativos, já não são utilizados por aqueles que deveriam.

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