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Robô colhe laranjas autonomamente e inova agricultura no Brasil

Tecnologia israelense revoluciona colheita de laranjas em fazendas brasileiras

Gabriel Rodrigues03 de junho de 2026 às 15:15
Robô colhe laranjas autonomamente e inova agricultura no Brasil

Um robô desenvolvido para colher laranjas agora está em operação autônoma no Brasil, impulsionando a inovação no setor agrícola. A tecnologia, originária da startup israelense Tevel, foi apresentada pela Dal Tecnologia durante a 51ª Expocitros, em Cordeirópolis (SP).

Como Funciona o Robô

Equipado com câmeras e sensores, o robô voa entre os pomares, ligado a uma base móvel que fornece energia e transporta os frutos colhidos. A máquina é capaz de identificar as laranjas por meio de um software avançado, analisando tamanho, cor e maturidade antes de colher cada fruta com uma ponta de borracha que aspira as laranjas.

Um robô é capaz de colher uma laranja a cada 12 segundos.

Caso seja necessário cortar o caule das laranjas, o robô pode ser adaptado com um cortador, fazendo com que as frutas caiam no solo e sejam destinadas apenas à produção de sucos, diferentemente das colhidas por sucção, que são adequadas para consumo direto.

Desafios e Oportunidades na Colheita

Alexandre Luque, diretor de operações da Dal Tecnologia, ressalta a importância dessa inovação diante da escassez de mão de obra no Brasil. Ele explica que os robôs não visam substituir os colhedores, mas sim complementar a força de trabalho nas partes mais altas das laranjeiras, onde a colheita manual é um desafio devido à altura das árvores.

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Muitos produtores podam as árvores baixas para facilitar a colheita, mas isso compromete a produtividade

Alexandre Luque

Com um sistema completo que inclui seis drones, é possível colher uma fruta a cada dois segundos se todos estiverem operando. Isso demonstra uma eficiência notável, já que a tecnologia pode funcionar continuamente.

Futuro das Colheitas

Atualmente, a empresa está realizando projetos-pilotos com grandes fabricantes de suco no Brasil, enquanto na Europa a tecnologia já é utilizada na colheita de maçãs. Embora o foco principal no Brasil esteja nas laranjas, Luque aponta que também há interesse de produtores de outras frutas, como goiaba e pêssego, pela tecnologia.

A tecnologia já existe há pelo menos oito anos na Europa, mas no Brasil, o foco principal será a colheita de laranja.

Por enquanto, a empresa mantém sua atenção em aprimorar a colheita de laranjas e maçãs, evitando a dispersão de esforços em tecnologias ainda em desenvolvimento.

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