Universidade Northwestern cria robôs modulares autossustentáveis
Novas máquinas são capazes de operar mesmo após danos significativos.

Cientistas da Universidade Northwestern, situada nos Estados Unidos, desenvolveram robôs modulares que têm a capacidade surpreendente de manter funcionamento, mesmo após sofrerem danos ou perderem partes essenciais.
Conceito de Metamáquinas
Denominadas 'metamáquinas', esses robôs são constituídos por módulos independentes — cada um equipado com seu próprio motor, bateria e sistema computacional — que têm a autonomia de operar sozinhos ou em interação com outros módulos. Isso permite que, quando interligados, esses robôs executem uma variedade de movimentos, como correr, saltar e se reerguer após quedas, mantendo-se funcionais mesmo após danos.
"Estamos criando robôs feitos de robôs. É por isso que os chamo de metamáquinas
✨ A contínua funcionalidade mesmo após avarias é um grande avanço na robótica.
Abordagem Inovadora
Os pesquisadores utilizaram um algoritmo evolutivo com IA para definir formatos mais eficientes para os robôs, inspirado em processos naturais de seleção.
Os sistemas geraram design inovadores, distintos de robôs tradicionais, demonstrando uma eficiência significativa para locomoção. Contudo, o desafio está na vasta quantidade de combinações possíveis. Com apenas dois módulos, pode-se gerar quase 500 designs diferentes, enquanto cinco módulos oferecem centenas de bilhões de variações.
Nos testes, versões com múltiplas pernas conseguiram superar terrenos desafiadores como cascalho, grama e lama. Esta tecnologia tem o potencial de desenvolver robôs que se adaptam a diferentes condições, sendo até mesmo capazes de se reconstruir em campo.
"É muito difícil prever o que um robô necessitará fazer no mundo real. A capacidade de se redesenhar sob demanda é extremamente útil
Os pesquisadores enfatizam que o foco foi criar máquinas não apenas resilientes, mas também que possam evoluir. Como ilustração, se uma dessas máquinas for dividida ao meio, resultará em dois novos robôs funcionais em vez de peças sem utilidade.
✨ Essa abordagem pode revolucionar a robótica, principalmente em aplicações de exploração e resgate em ambientes difíceis.
A equipe de pesquisa acredita que essa nova geração de robôs será mais versátil, apta a se adaptar, reagrupar e operar sob condições adversas, ampliando as possibilidades para diversas aplicações no futuro.
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Camila Souza Ramos
Jornalista especializado em tecnologia
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