Setor de serviços lidera contratações e remuneração

De acordo com informações divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quinta-feira (13), o emprego formal no Brasil aumentou em 2,2 milhões de vagas na primeira metade de 2026. Este valor representa um crescimento de 3,6% em comparação ao que foi registrado no término de 2025.
Até 30 de junho de 2026, o país contava com 62.891.209 vínculos formais, em comparação aos 60.691.770 existentes em 31 de dezembro de 2025. O setor de serviços continua sendo o mais relevante, não apenas em termos de contratações, mas também em relação à remuneração média, que atingiu R$4.999.
Os dados mostram que a participação de jovens até 24 anos no mercado de trabalho está crescendo. Em dezembro de 2025, esse grupo representava 12,7% do total, e até junho de 2026, essa porcentagem subiu para 13,8%.
Entretanto, ainda existem disparidades significativas em termos de gênero e raça. O MTE aponta que mulheres recebem, em média, apenas 87,9% do salário médio dos homens. Além disso, trabalhadores pardos e pretos ganham cerca de 68% da remuneração recebida por profissionais brancos.
Ainda segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), aproximadamente 70% dos vínculos com carga horária informada têm contratos que variam de 41 a 44 horas semanais, totalizando cerca de 35,7 milhões de empregos. Embora os dados não especifiquem quantos estão sob a escala 6x1, revelam a prevalência de jornadas longas no mercado formal.
"O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, destacou a importância de discutir o fim da escala 6x1, solicitando ao Senado que promova uma votação sobre a proposta: 'Deixa o debate ocorrer'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou a apresentação dos dados junto de outros ministros, ressaltando a importância das reformas no mercado de trabalho.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

CNI revela que mais de um terço dos trabalhadores prefere CLT

OIT destaca preocupações com a entrada de jovens no mercado de trabalho

Mudanças propostas no sistema de minijobs geram debate sobre direitos trabalhistas

Stacey Duguid destaca como essa tecnologia afeta a carreira de mulheres com mais de 40 anos.