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Azeite brasileiro ganha reconhecimento internacional

Produtores conquistam 98 medalhas em competição global no setor

Gabriel Rodrigues18 de julho de 2026 às 07:50
Azeite brasileiro ganha reconhecimento internacional

Os azeites nacionais têm conquistado espaço significativo em competições internacionais, mostrando sua qualidade e a maneira como a produção é controlada, mesmo representando menos de 1% do consumo total no Brasil. Paulo Renato de Sousa, professor e pesquisador da Fundação Dom Cabral (FDC), destaca que, na recente 11ª edição do EVO IOOC Italy, o Brasil obteve 98 medalhas de ouro e 29 de prata entre 139 amostras de várias partes do mundo.

A ascensão do azeite brasileiro

O crescente reconhecimento internacional no setor de azeites despertou o interesse de Sousa em estudar a cadeia produtiva e seus consumidores. O pesquisador notou que muitos produtores estão comprometidos em manter altos padrões de qualidade em seus produtos. Ele ressaltou a importância desse foco ao apontar que o Brasil, embora ainda em uma fase inicial na produção, tem demonstrado uma capacidade promissora de se estabelecer como um grande player no mercado global.

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Através de entrevistas com os produtores, percebemos que eles valorizam a pureza do azeite, que é descrito como 'suco da azeitona', evitando processos industriais que diluem sua qualidade

Paulo Renato de Sousa

O Brasil é o segundo maior consumidor mundial de azeite, atrás apenas dos Estados Unidos.

Desafios do Sector

Apesar do crescimento e reconhecimento, consumidores brasileiros ainda não conhecem bem as características e a qualidade do azeite, o que dificulta sua escolha nos pontos de venda.

Sousa observa que muitos consumidores ainda se baseiam na acidez para escolher o azeite, uma característica que não é facilmente avaliada sem o devido conhecimento. Ele acredita que a educação a respeito da qualidade dos azeites é crucial para o avanço do setor no Brasil.

Importância da rastreabilidade

A rastreabilidade, que permite ao consumidor entender a origem do azeite, é uma questão de relevância crescente. Sousa alerta que a falta de informação pode levar a fraudes. O azeite é um dos produtos mais falsificados do mundo, e os consumidores precisam estar atentos, especialmente no que diz respeito à origem dos produtos que adquirem.

  • 1Azeites com origem falsa, especialmente rótulos de países que não produzem em grande escala.
  • 2Consumidores devem desconfiar de preços muito baixos, que podem indicar baixa qualidade.
  • 3A educação sobre a produção e características do azeite é essencial.

Sob a perspectiva de Sousa, o futuro do mercado de azeites no Brasil parece promissor, mas é necessário um esforço conjunto para aproximar o consumidor da produção nacional. Ele enfatiza que alguns produtores optam por não vender seus produtos em supermercados, focando em ecoturismo e vendas diretas em suas propriedades, o que pode criar uma relação mais direta entre o consumidor e a qualidade do azeite.

As premiações internacionais são vitais para promover o azeite brasileiro, ressaltando o valor do produto e variando a experiência do consumidor. Atividades como degustações em mercados podem ajudar a educar os consumidores sobre as diferenças de qualidade, ao mesmo tempo em que se destaca a sustentabilidade na produção de azeite.

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