Comunidades de Sergipe lançam mesa flutuante para cultivo de ostras
Iniciativa tem apoio da Embrapa e visa fortalecer a ostreicultura local

Comunidades marisqueiras de São Cristóvão, em Sergipe, inauguraram na terça-feira (19) a primeira mesa flutuante da Ostranne, desenvolvida pela Embrapa, destinada à criação de ostras em regiões de clima quente.
Parceria que gera impacto
A instalação ocorreu no povoado Colônia Miranda, localizado nos manguezais da bacia do Rio Vaza-Barris. A iniciativa contou com a colaboração de pesquisadores, representantes da Prefeitura, da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e da comunidade local.
✨ Com um custo acessível, essa tecnologia é voltada às especificidades do Nordeste, buscando fortalecer a ostreicultura em comunidades tradicionais.
Durante a atividade, os participantes coletaram sementes cultivadas na maré local, realizaram medições, seleções e prepararam o material para introdução na mesa flutuante. Jefferson Legat, responsável técnico pela tecnologia e líder do Projeto Sacuritá, acompanhou a instalação junto à pesquisadora Angela Puchnick e equipes do projeto em Aracaju.
O Projeto Sacuritá
Financiado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, o projeto envolve também a UFS e visa promover avanços técnicos em Sergipe, Alagoas e Pernambuco até 2027. Seus esforços abrangem tecnologias de produção, segurança sanitária e capacitação das marisqueiras.
O plano é que as comunidades sejam capacitadas para gerenciar as estruturas de cultivo ao longo do tempo. A adoção de tais mesas adaptadas ao ambiente costeiro pode ajudar na organização da atividade de cultivo, padronização de práticas e no aumento da comercialização de moluscos nativos.
Apesar de ser uma inovação promissora, a Embrapa não forneceu dados sobre a capacidade de produção ou o investimento necessário por unidade, o que impossibilita, por enquanto, uma avaliação econômica clara.
Novas unidades da Ostranne estão previstas para serem instaladas em Pernambuco no final de maio e em Alagoas no início de junho. A continuidade do projeto dependerá do desempenho das unidades, da capacitação das comunidades e dos resultados em termos de produção e segurança sanitária.
Atualmente, a fase inicial da validação prática da tecnologia está sendo realizada, com a expectativa de que mais dados sobre a produtividade possam emergir no futuro.
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