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Custos de frete de produtos agrícolas seguem em alta

A pressão dos preços do diesel impacta o transporte rural

Gabriel Rodrigues29 de maio de 2026 às 18:35
Custos de frete de produtos agrícolas seguem em alta

Os custos operacionais para o transporte de produtos agropecuários continuam a afetar os preços de frete nas principais rotas do Brasil, conforme revelado pelo Boletim Logístico de maio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Conforme a análise da Conab, o diesel permanece como o principal fator que pressiona os preços, dificultando reduções mais significativas, mesmo que existam diferenças regionais nas taxas entre março e abril.

A variação nos fretes está intimamente ligada ao progresso da colheita da primeira safra e à demanda por transporte nas áreas produtoras. Contudo, na comparação com o ano anterior, os custos permanecem elevados.

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O combustível continua sendo o principal elemento de sustentação dos preços

Thomé Guth, superintendente da Conab.

Em Mato Grosso, o maior produtor de grãos do país, os preços do transporte rodoviário mostraram estabilidade, embora em patamares altos para este período. Em Mato Grosso do Sul, após o pico logístico da colheita de soja, a situação se acomodou, mas a demanda se manteve forte devido ao volume produzido e às exportações.

Em Goiás, a Conab observou uma redução nos preços do transporte de grãos em relação ao mês anterior, mas a média do custo de combustível ainda se encontrava 15% acima do que foi reportado em abril de 2025, o que ajuda a manter a alta quando se compara a períodos anteriores.

No Distrito Federal, todas as rotas analisadas tiveram aumento, enquanto no Paraná as variações foram pontuais, com pressão em rotas específicas. Na Bahia, os fretes aumentaram nas principais áreas de safra da primavera/verão e diminuíram nas regiões de cultivo de outono/inverno.

No Maranhão, apesar da movimentação intensa durante a colheita da soja, a maioria das rotas apresentou queda nos preços entre abril e março. Por outro lado, no Piauí, a demanda aumentou com as exportações de soja, mas a retração nos preços do combustível trouxe uma estabilização geral.

Em São Paulo, foi registrada uma leve queda em abril, após um aumento significativo em março. O boletim conclui que a dinâmica dos fretes é influenciada pela interação entre o ritmo de colheita, o fluxo das exportações e o custo do diesel, com a previsão de que, na ausência de mudanças estruturais, os preços continuarão elevados nas rotas com maior demanda.

O preço do diesel é o principal responsável pela alta dos fretes, segundo a Conab.

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