Ex-gerente troca carreira por agroecologia em Ibiporã
Émerson Amorim abandona trabalho em elevadores para investir na agricultura familiar

Émerson Amorim, um jovem de 35 anos de Ibiporã (PR), trocou sua carreira no setor corporativo pela agroecologia, investindo na propriedade familiar após deixar o cargo de gerente comercial em uma empresa de elevadores automotivos em 2023.
Descrevendo sua nova rotina, Émerson destaca a transição de reuniões constantes para um trabalho que exige mais solidez e conexão com a terra. 'Trabalhar em um ambiente familiar e produzir alimento foi a melhor decisão que já tomei', declara ele, que é casado e pai de dois filhos.
✨ A propriedade da família, que até então produzia apenas para consumo, agora visa lucro, investindo em estufas e expandindo a produção.
Sua maior preocupação inicial não foi com o manejo, mas com a comercialização dos produtos. Ele se indagou: 'A quem vou vender sendo orgânico?'. O foco principal é o cultivo de tomates, com uma produção impressionante de cerca de 6 mil quilos por ciclo em cada estufa, complementada pela produção de pepinos, pimentões, alfaces, cebolinhas e abobrinhas, além da recente inclusão da pitaya.
Escolha pelo orgânico
A decisão de seguir uma linha orgânica foi estratégica para diferenciar sua produção e garantir um maior valor agregado ao produto. Com um espaço de pouco mais de um hectare, ele percebeu que competir na agricultura convencional seria um desafio. Adotando práticas de rotação de culturas, Émerson evita o uso de produtos químicos e mantém a saúde do solo.
"Produzir alimento orgânico vai além de não usar veneno; envolve respeito ao solo, manejo da água, biodiversidade e cobertura vegetal.
✨ Cerca de 70% da produção é destinada à merenda escolar de municípios locais, enquanto o restante é vendido por meio de distribuidores ou delivery.
Émerson fica orgulhoso quando seu filho diz aos colegas na escola: 'Meu papai produz alimento orgânico, não tem veneno'. Essa gratificação reflete seu comprometimento com a agroecologia e a sustentabilidade.
Apoio técnico
A transição para a agricultura orgânica foi realizada com o suporte do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), e a propriedade possui certificação pela Tecpar e pelo programa Paraná Mais Orgânico.
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