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Mato Grosso se destaca no cenário nacional de biocombustíveis

Estado deve aumentar produção de etanol na safra 2026/27

João Pereira25 de maio de 2026 às 11:40
Mato Grosso se destaca no cenário nacional de biocombustíveis

A Indústria de Bioenergia de Mato Grosso (Bioind-MT) revelou que o Estado se consolidará como um dos principais centros de biocombustíveis do Brasil na safra 2026/27.

De acordo com um estudo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado nesta segunda-feira (25/5), a produção total de etanol deve apresentar um crescimento expressivo de 16,08%, alcançando 8,44 milhões de metros cúbicos.

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Aumento sustentado pela expansão do etanol de milho

Silvio Rangel, presidente da Bioind-MT

O presidente da Bioind-MT, Silvio Rangel, destaca que esse avanço será impulsionado principalmente pelo etanol de milho, no qual o Estado é responsável por 62% da produção nacional. Além disso, as projeções também mostram que a safra 2025/26 deve fechar com crescimento de 8,52%, somando 7,27 milhões de m³ no total.

Mato Grosso se manterá como o segundo maior produtor de etanol do Brasil, atrás de São Paulo.

Atualmente, a produção de etanol de milho deve alcançar 6,18 milhões de m³, um aumento de 9,89% em relação ao ciclo anterior. Por outro lado, a produção de etanol de cana-de-açúcar deve registrar 1,09 milhão de m³, com uma leve elevação de 1,37%.

Rangel enfatiza que as expectativas para a próxima safra indicam uma aceleração ainda maior na produção de etanol de milho, que deve crescer 18,67%, atingindo 7,33 milhões de m³ e, em contrapartida, o etanol de cana deve subir 1,42%, totalizando 1,11 milhão de m³.

A moagem para etanol também deve aumentar, com previsão de 13,81 milhões de toneladas na safra 2025/26, representando um avanço de 10,45%. Para o ano seguinte, a projeção é de 16,36 milhões de toneladas, um crescimento de 18,52%, impulsionado pela instalação de novas fábricas no Estado.

Crescimento do Setor

O aumento do etanol de milho evidência a sinergia entre agricultura, indústria e produção de energia renovável.

Com a expansão da indústria de etanol de milho, a produção de Grãos Secos de Destilaria (DDG) e Grãos Secos de Destilaria com Solúveis (DDGS) deve crescer 16,14% em 2026/27, alcançando 3,41 milhões de toneladas, enquanto a produção de óleo de milho deve aumentar 12,9%, totalizando 338,9 mil toneladas.

No setor sucroenergético, a moagem de cana-de-açúcar deve se estabilizar em 18,61 milhões de toneladas, com uma leve alta de 0,39%. Contudo, a produção de açúcar deve cair para 579,7 mil toneladas, uma retração de 1,42%.

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