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Mercado de soja mantém estabilidade com demanda forte

Produtores devem praticar cautela nas vendas e aproveitar altas ocasionais

Gabriel Azevedo22 de junho de 2026 às 07:15
Mercado de soja mantém estabilidade com demanda forte

O mercado da soja apresenta uma fase de estabilidade, caracterizada por uma oferta global alta e uma demanda consistente, sem grandes perspectivas de elevações substanciais nos preços.

De acordo com a TF Agroeconômica, o momento atual exige cautela nas negociações, recomendando que os produtores aproveitem eventuais recuperações nos preços para mitigar riscos no segundo semestre.

Produtores devem avançar nas vendas da safra disponível durante repiques de preços.

Diversos especialistas sugerem que aumentos ocasionais, causados por problemas climáticos nos Estados Unidos, sejam utilizados para garantir preços favoráveis.

Com custos próximos de R$ 113 por saca, as margens permanecem em terreno positivo, embora inferiores às observadas ao final do ano anterior.

Cooperativas devem intensificar programas de comercialização estruturada, oferecendo proteção de preços aos associados e monitorando oportunidades de hedge em Chicago, relacionadas a condições climáticas.

Cerealistas e tradings devem manter uma cobertura de compras mais cautelosa, replenishing stocks quando houver pressão de vendas e atentos aos prêmios de exportação ao longo do segundo semestre.

As indústrias e processadores se deparam com um mercado físico bem abastecido, sem necessidade urgente de expandir suas posições.

Compras graduais são a abordagem mais prática enquanto não houver riscos significativos à colheita americana.

Fatores de Sustentação

O aumento nas exportações dos EUA, as compras da China, o bom desempenho dos produtos derivados e a demanda por biodiesel têm contribuído para a sustentação das cotações.

Limitações de Mercado

Entretanto, a produção elevada na América do Sul, o clima favorável nos EUA e a valorização do dólar restringem reações mais profundas nos preços.

Em Chicago, a cotação tem encontrado suporte em torno de US$ 11,10 por bushel, enquanto a resistência em torno de US$ 11,70 sugere um viés de cautela entre os investidores.

No Paraná, os preços estão estáveis, girando entre R$ 124 e R$ 125 por saca, o que reforça a perspectiva de lateralidade nos preços nas próximas semanas.

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