Mercado de trigo enfrenta pressão externa e desafios internos no Brasil
Sustentação dos preços no Brasil contrasta com a safra do Hemisfério Norte

O mercado de trigo se apresenta em um cenário complexo, marcado pela pressão externa ocasionada pelo início da safra do Hemisfério Norte, ao mesmo tempo em que os preços no Brasil permanecem sustentados por estoques ajustados e uma crescente necessidade de importação.
✨ A gestão das vendas e compras deve ser gradual, focando na volatilidade climática.
Conforme a análise da TF Agroeconômica, os agentes do mercado devem direcionar sua atenção não tanto para flutuações pontuais em Chicago, mas sim para uma gestão cuidadosa de vendas e coberturas. Para agricultores que possuem trigo da safra anterior, o aconselhamento é de que mantenham uma postura firme nas negociações, vendendo apenas o necessário para a manutenção do fluxo de caixa.
Os dados sugerem que o mercado interno tende a ser mais favorável do que o de Chicago, devido à redução dos estoques, ao atraso na efetivação da nova safra e à preocupação com a oferta regional nos próximos meses.
Para o trigo ainda em desenvolvimento, é recomendado evitar comprometimentos excessivos neste momento. Uma estratégia mais equilibrada seria realizar vendas gradativas, entre 20% e 30% da produção esperada, aproveitando as oportunidades de recuperação dos preços.
Contexto
A evolução das safras argentina e norte-americana pode impactar rapidamente a percepção de oferta global.
Cooperativas e cerealistas devem usar as pressões observadas em Chicago como uma oportunidade para ampliar suas coberturas, mantendo um monitoramento constante da qualidade das lavouras brasileiras. A estratégia de manter estoques entre setembro e dezembro também é vista como crucial, dado o cenário de potencial escassez.
Os moinhos, por sua vez, devem aproveitar a fraqueza do mercado de Chicago para garantir uma parte das importações, mas sem se expor totalmente aos riscos do segundo semestre. As compras escalonadas são recomendadas como uma abordagem eficaz, especialmente considerando que um eventual aumento nas importações pela China pode provocar reações rápidas no mercado, aumentando os custos de reposição.
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