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Agronegócio
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Mercado de trigo no Sul se fortalece com oferta limitada

Cotações sobem devido a incertezas sobre a próxima safra e importações

Camila Souza Ramos17 de junho de 2026 às 08:40
Mercado de trigo no Sul se fortalece com oferta limitada

O mercado de trigo na região Sul do Brasil apresentou um fortalecimento, impulsionado pela expectativa de uma oferta reduzida até a próxima colheita e pelo encarecimento do produto importado.

No Rio Grande do Sul, essa situação esfriou a pressa dos vendedores, enquanto os moinhos demonstraram um apetite maior por lotes de trigo de alta qualidade, especialmente aqueles com W elevado.

Estima-se que entre 190 mil e 210 mil toneladas de trigo estejam disponíveis no estado, volume que não suprirá a demanda até novembro, levando a uma previsão de 240 mil toneladas em importação.

O preço do trigo argentino em Canoas chegou a US$ 300 por tonelada, o que resultou em um aumento nos valores pagos pelos moinhos, atingindo R$ 1.350 por tonelada FOB para embarques de junho e julho, com cotação subindo a R$ 1.400 em agosto.

Os preços de mercado variam, com trigo de qualidade superior sendo negociado entre R$ 1.480 e R$ 1.500, enquanto lotes de menor qualidade ficam entre R$ 1.400 e R$ 1.420. O trigo branqueador foi comercializado entre R$ 1.450 e R$ 1.480 FOB.

Para a nova safra, foi estabelecido um preço de referência de R$ 1.250 FOB para novembro. Junho está coberto na totalidade, julho com 60% de cobertura e as atenções começaram a se voltar para agosto.

Entretanto, a próxima safra gera preocupações, já que os altos custos, os preços estabilizados e o risco de eventos climáticos como o El Niño podem levar as cooperativas do centro e noroeste do estado a considerar uma redução de até 40% na área plantada.

Em Panambi, o balcão de trigo subiu para R$ 69 por saca, enquanto em Santa Catarina houve leve incremento, com o trigo-pão a R$ 1.360 FOB e o melhorar a R$ 1.400. No Paraná, os negócios permanecem lentos, com cotações de R$ 1.420 CIF nos Campos Gerais e R$ 1.480 no Norte.

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