Preços das terras agrícolas em Santa Catarina sobem em 2025
A valorização é impulsionada pelo desempenho do setor agrícola.

Um estudo recente da Epagri/Cepa revela que os preços das terras agrícolas em Santa Catarina tiveram um aumento significativo em 2025, impulsionados pelo forte desempenho do setor agrícola no estado.
Variação nos preços por tipo de terra
Os valores das terras agrícolas sofreram grandes variações com base no tipo de área, aptidão produtiva e localização. As áreas de primeira classe, que apresentam maior potencial agrícola, se destacaram, com valores atingindo R$ 169 mil por hectare em Campos Novos.
Outras áreas valorizadas incluem as várzeas sistematizadas, especialmente nas regiões produtoras de arroz, como Turvo, onde o preço médio é de R$ 164 mil por hectare.
Por outro lado, as áreas de menor valor incluem terras de segunda classe, avaliadas em R$ 38,34 mil por hectare em Lebon Régis, e as de terceira classe, que alcançaram R$ 19,75 mil por hectare em Calmon.
✨ Os preços das terras refletiram a dinâmica regional, considerando fatores como pressão urbana e legislação ambiental.
Monitoramento e metodologia
A Epagri realiza esse levantamento de preços de forma contínua desde 1997, coletando dados entre outubro e janeiro. O estudo oferece valores médios por município e por classe de terra, servindo como referência técnica essencial para o acompanhamento do mercado fundiário em Santa Catarina.
A analista Glaucia de Almeida Padrão enfatiza que essas informações são úteis para prefeituras e produtores rurais, principalmente para declarações fiscais. As consultas incluem pelo menos três informantes por município, assegurando a precisão dos dados por meio de validação estatística.
Impacto da agropecuária na valorização das terras
Os preços das terras agrícolas também refletem a robustez do setor agropecuário, que cresceu em média 4,3% ao ano nos últimos dez anos. Para 2025, o Valor da Produção Agropecuária (VPA) foi estimado em R$ 74,9 bilhões, um aumento considerável de 15,4% em relação a 2024.
Este crescimento é atribuído não apenas aos preços elevados, mas também ao aumento da produção, com a pecuária representando 58% do VPA, enquanto grãos como soja, leite, suínos e frangos dominam a produção estatal.
No Oeste e no Planalto Norte, as terras de primeira e segunda classes se destacaram, em parte devido à alta demanda por soja. No litoral, a valorização é impulsionada pela urbanização e desenvolvimento industrial, enquanto as várzeas sistematizadas, voltadas para a arrozicultura, também foram favorecidas pela valorização do cereal nos anos anteriores.
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