Santa Catarina destaca-se na produção de tilápia com inovação e colaboração
Caxambu do Sul se firma como um polo de piscicultura no Estado

Santa Catarina se posiciona como o quarto maior produtor de tilápia no Brasil, ficando atrás apenas de Paraná, São Paulo e Minas Gerais, com uma produção de 44.439 toneladas em 2024. Este número reflete um crescimento superior a 46% desde 2015, quando se iniciou a série histórica.
Caxambu do Sul como destaque
Na região, Caxambu do Sul destaca-se como um dos principais centros de produção, abrigando cerca de 30 piscicultores que atuam comercialmente. O município conta com um frigorífico que faz o processamento e distribuição dos peixes, contribuindo para a estrutura local da tilapicultura.
✨ Evento de capacitação para piscicultores
Para fortalecer essa atividade, a Epagri e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) organizaram o Dia de Campo em Piscicultura de Inverno, realizado em 28 de abril. O evento, com apoio da Prefeitura Municipal e sindicatos da região, teve como objetivo compartilhar informações e técnicas que ajudem os produtores a enfrentar os desafios do inverno.
Em 2022, a região vivenciou uma alta mortandade de peixes devido às baixas temperaturas, já que a temperatura ideal para a tilápia gira em torno de 25°C a 30°C. Durante o evento, o pesquisador Bruno Corrêa da Silva apresentou cuidados essenciais para a época, incluindo informações sobre uma linhagem melhorada de tilápia desenvolvida pela Epagri, a SC04.
Bruno destacou que, apesar das melhorias genéticas, as tilápias exigem atenção especial, principalmente na alimentação durante os meses frios, quando o metabolismo dos peixes desacelera. Ajustes na dieta e o fornecimento de ração nos horários mais quentes são recomendados para otimizar o desenvolvimento saudável dos animais.
Cuidados na piscicultura durante o inverno
É crucial monitorar a oxigenação da água, utilizando aeradores e oxímetros para evitar estresse e mortalidade nos peixes. A alimentação adequada e em horários estratégicos é vital para a sobrevivência e saúde da produção.
O trabalho de Janete Sgnaulin, que faz filés de tilápia para complementar a renda familiar, foi um catalisador importante para a construção de um frigorífico na região, liderada pelo marido Volmir Sgnaulin, que está na piscicultura há mais de 20 anos. Eles se uniram a outros produtores para enfrentar desafios logísticos e financeiros.
Criado em 2018, o frigorífico Saborfish, financiado por programas de apoio à agricultura familiar e investimentos locais, já evoluiu para um espaço robusto que abate cerca de 10 toneladas de peixe por dia, com 90% da produção sendo local. Hoje, conta com uma equipe de 10 funcionários fixa além de 15 diaristas.
Lucas Sgnaulin, um dos filhos do casal, comenta que o progresso da estrutura permite que os agricultores recebam pagamentos rápidos e facilitados, ajudando a fortalecer a cadeia produtiva. O frigorífico começou com o selo de inspeção estadual e já obteve o SIF, ampliando suas vendas.
Tayná Sgnaulin, também envolvida na piscicultura, exerce um papel vital como técnica do SENAR, promovendo práticas sustentáveis e lucro para os agricultores da região, garantindo a continuidade do legado familiar.
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