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Produção de algodão no Brasil cai 10% para safra 2025/2026

Associação Brasileira dos Produtores de Algodão revisa projeções da safra

Acro Rodrigues16 de abril de 2026 às 10:45
Produção de algodão no Brasil cai 10% para safra 2025/2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABPA) anunciou uma revisão na estimativa de produção de algodão para a safra 2025/2026, projetando uma queda de 10% em relação ao ano anterior.

A nova estimativa aponta para uma produção de 3,82 milhões de toneladas, com área plantada de 2,05 milhões de hectares, representando uma redução de 5,5% comparado à safra anterior.

Cerca de 70% das lavouras já estão na fase de formação de maçãs, mas a disponibilização hídrica preocupa.

A semeadura foi concluída em todas as regiões produtoras do país. No entanto, condições climáticas desfavoráveis levantam preocupações sobre a disponibilidade de água, especialmente no sul de Mato Grosso. Por outro lado, a Bahia relatou algumas perdas pontuais, mas que não afetaram significativamente as expectativas de rendimento.

Exportações e Mercado Internacional

O Brasil continua a ser o maior exportador de algodão do mundo. Em março de 2026, foram enviadas 347,8 mil toneladas, um aumento de 45,4% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando receitas de US$ 530,1 milhões.

A China foi o principal destino das exportações brasileiras, com 29% das remessas. Outros destaque incluem Índia e Bangladesh, que importaram 131,4 mil e 75,4 mil toneladas, respectivamente.

Entre agosto de 2025 e março de 2026, o Brasil exportou 2,34 milhões de toneladas, um crescimento de 9,2%, totalizando uma receita de US$ 3,67 bilhões. A previsão para o ciclo completo é de 3,15 milhões de toneladas exportadas, um aumento de 11,1%.

Tendências e Perspectivas

As expectativas para a produção global de algodão também são positivas, com um crescimento de 2,1%, alcançando 26,53 milhões de toneladas, apesar de uma leve retração no consumo.

A ABPA espera um aumento dos estoques finais que podem chegar a 880 mil toneladas até julho de 2026, um aumento de 381 mil toneladas em relação ao ano anterior.

Na indústria, o setor têxtil e de confecções inclui 25,5 mil empresas, empregando 1,31 milhão de pessoas e gerando um faturamento de R$ 221 bilhões. Entretanto, as exportações do setor caíram 4% entre janeiro e março de 2026, enquanto as importações de vestuário cresceram 39,6% no mesmo período.

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