Queda nos preços do milho impacta mercado brasileiro
Setor enfrenta desafios com expectativas de safrinha e concorrência internacional

Os preços do milho no Brasil sofreram uma queda significativa esta semana, influenciados por fatores externos e a expectativa em relação à colheita da segunda safra.
Segundo dados da TF Agroeconômica, a combinação entre a desvalorização do dólar e a redução das cotações na bolsa de Chicago impactaram negativamente os preços na B3, com perdas superiores a 4,5% ao longo da semana. O contrato com vencimento em maio/26 foi negociado a R$ 68,27, enquanto os vencimentos em julho/26 e setembro/26 fecharam a R$ 68,60 e R$ 69,40, respectivamente.
✨ A valorização do real diminuiu a competitividade do milho brasileiro no comércio exterior, em um período crítico de transição para a safrinha.
As exportações previstas para abril são de 191,9 mil toneladas, embora representem uma queda em relação a março, ainda superam os números do mesmo mês do ano anterior. No mercado físico, a média do Cepea também apresentou recuo, refletindo a lentidão das vendas no Rio Grande do Sul, onde a baixa liquidez prevalece e os compradores estão mais focados em seus estoques.
Os preços praticados no estado oscilam entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca, enquanto a colheita já abrange 83% da área cultivada, apresentando um desempenho irregular devido à distribuição desigual de chuvas.
Desafios Regionais
Em Santa Catarina, a diferença de preços entre oferta e demanda atinge R$ 10 por saca, dificultando negociações. No Paraná, a baixa disponibilidade ainda mantém os preços sustentados, mas as atividades comerciais seguem restritas. No Mato Grosso do Sul, observa-se uma leve recuperação nos preços, que variam entre R$ 49,00 e R$ 58,00 por saca.
Além disso, a demanda do setor de bioenergia continua a ser um pilar importante, embora a cautela dos agentes do mercado esteja limitando aumentos mais substanciais nas transações.
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