Divergência nos preços impacta produtores e mercado

O mercado de feijão carioca apresentou um comportamento contrastante em abril, conforme dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Enquanto os preços caíram na primeira quinzena, a escassez de lotes e a necessidade de reposição de estoques contribuíram para um aumento significativo nas últimas semanas do mês.
Entre os dias 23 e 29 de abril, o feijão carioca de qualidade superior, notas 9, apresentou um crescimento de 9,46% no estado do Paraná, afetando praças como Curitiba, Castro e Ponta Grossa. Itapeva (SP) acompanhou essa tendência, com um aumento de 8,87%, seguida pelo noroeste de Minas, que registrou alta de 7%, e o Nordeste do Rio Grande do Sul, com um incremento de 6,71%.
✨ Em Itapeva, o preço da saca alcançou R$ 395,43, o maior valor registrado entre as regiões monitoradas.
Para os padrões de notas 8 e 8,50, o crescimento foi ainda mais marcante em algumas regiões, como o Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, que viu uma valorização de 23,87% nesse período. Outras praças, como Sorriso (MT) e Curitiba (PR), também apresentaram aumentos significativos.
Apesar da recuperação nas últimas semanas, a média de preços do feijão carioca de maior qualidade em abril ficou 2,84% abaixo da média de março, embora ainda represente um aumento de 25,8% em relação ao ano anterior, somando uma impressionante alta de 43,9% em 2026. Para os padrões 8 e 8,50, a média mensal caiu 2,2% em relação a março, mas permanece 34,8% acima do mesmo período do ano anterior, com avanço anual de 40,1%.
Por outro lado, as vendas de feijão preto tipo 1 enfrentaram um cenário oposto. A média de abril caiu 8,03% em relação a março, estimulada pelo aumento da oferta e a proximidade da nova colheita. Algumas praças, como Itapeva (SP) e a Metade Sul do Paraná, registraram altas pontuais, enquanto em Curitiba houve uma leve queda de 1,01%.
✨ O mercado do feijão carioca fechou abril de forma mais ajustada, evidenciando uma competição por lotes de qualidade superior.
Os dados indicam que a expectativa de chegada da nova safra de feijão preto e a maior disponibilidade do produto pressionam o mercado no curto prazo, refletindo assim a complexidade do setor agrícola.
Este relatório não menciona representantes específicos das entidades que divulgaram os dados.
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