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Agronegócio
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Mercado de feijão enfrenta queda com aumento da oferta em julho

Feijão-carioca registra recuo acentuado; feijão-preto resiste

Gabriel Rodrigues03 de agosto de 2026 às 15:40
Mercado de feijão enfrenta queda com aumento da oferta em julho

O mercado de feijão registrou um mês desafiador em julho, marcado por uma significativa pressão nos preços, em razão do aumento da oferta decorrente da transição entre as safras de feijão. Dados do Cepea indicam que o feijão-carioca foi o mais impactado, enquanto o feijão-preto teve variações menos acentuadas.

A chegada de novos lotes ao mercado contribuiu para uma maior disponibilidade do feijão-carioca, especialmente ao longo do mês. O Cepea destacou que o avanço da colheita dificultou a manutenção dos preços desejados pelos vendedores, mesmo para os grãos de qualidade superior, que enfrentaram uma pressão ainda mais intensa.

O comportamento dos compradores também influenciou o cenário, com alguns agentes diminuindo o ritmo de suas aquisições, numa expectativa de que a oferta aumentasse e os preços continuassem a cair. Essa redução nas compras, combinada com a entrada contínua de novos produtos, intensificou a tendência de baixa no mercado de feijão-carioca.

Por outro lado, a demanda pelo feijão-preto tipo 1 se manteve mais fraca, mas os preços demonstraram uma certa resistência. O Cepea apontou que as previsões de uma disponibilidade menor durante a temporada, especialmente no Paraná, impediram quedas mais severas nesse segmento. Assim, enquanto o aumento da oferta afetou todo o mercado em julho, o impacto variou entre as diferentes variedades de feijão.

O feijão-carioca foi o mais afetado pelas quedas de preço, enquanto o feijão-preto se manteve relativamente estável devido a expectativas de menor produção.

Contexto

O feijão é um dos produtos agrícolas mais consumidos no Brasil, sendo crucial para a dieta da população e um importante componente da economia agrícola.

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