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agricultura
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Agronegócio brasileiro lidera segunda onda da inteligência artificial

Integração da IA transforma operações e gera resultados no setor.

Gabriel Azevedo22 de abril de 2026 às 17:55
Agronegócio brasileiro lidera segunda onda da inteligência artificial

O agronegócio do Brasil se destaca na chamada ‘segunda onda’ da inteligência artificial, segundo Rodny Coronel, gerente regional da ELO Digital Office na Espanha. A adoção dessas tecnologias já apresenta resultados significativos, alterando a competitividade no setor.

Conforme um estudo da ELO, cerca de 40% das empresas brasileiras incorporam soluções de IA, colocando o país em paridade com os mercados europeus avançados. Os benefícios são evidentes, com 95% das empresas relatando crescimento nas receitas e 96% registrando aumentos na produtividade.

A IA no agronegócio melhora a eficiência operacional e a capacidade de resposta ao mercado.

Avanços na digitalização

Coronel destaca que a digitalização no setor inclui a automação de processos como pedidos de compra e a rastreabilidade documental, que já são uma realidade entre grandes empresas e começam a se estender para médios negócios. A inclusão da IA é um passo para aumentar a efetividade e transformar dados desconectados em informações úteis.

A ‘segunda onda’ implica uma abordagem mais estratégica, onde a automação não é apenas isolada, mas integrada em toda a cadeia de negócios, abrangendo desde o recebimento de insumos até a comercialização e exportação. Coronel explica que a verdadeira vantagem competitiva reside na capacidade de orquestrar processos completos através da IA.

Transformação da gestão documental

No atual cenário, a gestão de documentos no agro ganha relevância estratégica, permitindo automatizar a captura e a extração de dados de forma rápida e eficiente. Essa agilidade reduz o tempo de processamento de dias para horas, beneficiando diretamente a administração de contratos, certificações e logística.

Com margens operacionais cada vez mais estreitas, estes avanços são cruciais para a sustentabilidade do setor.

Desafios regulatórios e oportunidades

A pressão regulatória, especialmente para exportações, apresenta novos desafios ao agronegócio brasileiro. Rastreabilidade, conformidade ambiental e segurança da informação são exigências crescentes de mercados externos, e a IA surge como uma solução que, além de aumentar a eficiência, também garante conformidade.

Coronel conclui que a fase de implementação da IA no Brasil está apenas no início e deve se intensificar em 2026. Isso é essencial para um agronegócio que enfrenta competição acirrada.

Dominar a informação será crucial para a liderança no mercado.

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