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agricultura
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Crescimento das canetas emagrecedoras pode mudar o consumo de alimentos

Estudo aponta impactos no setor de proteínas e ração no Brasil até 2030.

João Pereira11 de maio de 2026 às 12:35
Crescimento das canetas emagrecedoras pode mudar o consumo de alimentos

O uso de canetas emagrecedoras, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, pode atingir mais de 100 milhões de usuários globalmente até 2030, revela um estudo da Cogo Inteligência em Agronegócio. A queda das patentes desses medicamentos está levando a uma redução significativa nos preços, o que deve aumentar a adesão ao seu uso.

Essa tendência gera preocupações quanto ao baixo consumo de alimentos, dado que esses medicamentos são conhecidos por reduzir o apetite. No entanto, o relatório aponta que o setor de grãos e o consumo de proteínas, especialmente frango e ovos, devem se beneficiar dessa mudança.

As exportações de carne de frango do Brasil podem crescer entre 12% e 15% no médio prazo.

Mudanças no padrão de consumo

Conforme a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que divulgou um relatório em abril, há uma mudança notável no consumo global de proteínas. A produção de ovos, por exemplo, alcançou a marca recorde de 62,3 bilhões de unidades em 2025, refletindo uma nova percepção de seu valor nutricional.

O consumo per capita da carne de frango se manteve elevado, atingindo 46,7 kg por pessoa no último ano. Esse cenário abre portas para o Brasil no setor exportador de grãos, já que a demanda por ração deve crescer em resposta ao aumento no consumo de proteínas.

Oportunidades para o Brasil

As perspectivas para os próximos 5 a 7 anos indicam um aumento de até 10% na demanda por milho utilizado na ração e de 12% para o farelo de soja.

Além disso, a ascensão dos chamados Smart Foods, que são alimentos projetados para otimizar a saciedade e a nutrição, representa uma nova oportunidade para frigoríficos no mercado.

Entretanto, nem todos os setores se beneficiarão. Espera-se uma queda significativa no consumo de alimentos ultraprocessados, carboidratos e açúcares, sugerindo uma transformação nos hábitos alimentares que exigirá adaptação e resiliência das empresas.

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