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agricultura
3 min de leitura

Cultura da canola avança no Rio Grande do Sul, mas doenças preocupação

Avanço da floração é ofuscado pela incidência de canela-preta nas lavouras.

Gabriel Rodrigues31 de julho de 2026 às 19:41
Cultura da canola avança no Rio Grande do Sul, mas doenças preocupação

As lavouras de canola no Rio Grande do Sul tiveram um avanço significativo na última semana, alcançando a fase de floração, de acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, publicado na quinta-feira (30). Entretanto, o excesso de umidade nas áreas cultivadas tem gerado um aumento no número de casos de doenças, como a canela-preta, o que demanda um reforço no monitoramento fitossanitário para garantir a produtividade.

Desenvolvimento e Adubação

A Emater/RS-Ascar destacou que a adubação de cobertura foi realizada nas lavouras semeadas tardiamente, onde as condições de umidade do solo permitiram a operação. O monitoramento de pragas e doenças está sendo intensificado em todas as regiões que cultivam canola, com a expectativa de uma área total cultivada de 353.397 hectares e uma produtividade média estimada em 1.619 quilos por hectare.

Cerca de 24% da área de canola do estado está na região administrativa de Ijuí, com lavouras em bom desenvolvimento.

Condições em Ijuí

Na região de Ijuí, as plantas estão vigorosas e a cobertura do solo é satisfatória, com síliquas concentradas na parte superior das plantas durante a floração.

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Atenção às Doenças

Recentemente, houve um aumento no número de relatos de canela-preta nas lavouras e municípios, especialmente aqueles com cultivos em estágios avançados. Diante disso, os produtores estão intensificando o monitoramento fitossanitário e aguardando melhorias climáticas para a aplicação de fungicidas.

Na área de Santa Rosa, que abrange cerca de 21% da produção estadual, os dados mostram que 57% das lavouras ainda estão em desenvolvimento vegetativo, 40% estão em floração e 3% iniciaram o enchimento de grãos.

A previsão de chuvas e alta umidade pode prejudicar o potencial produtivo das lavouras. Além disso, o risco de abortamento floral e a redução na atividade polinizadora são preocupações atuais.

Situação nas Outras Regiões

A Emater/RS-Ascar também observou que, na região de Santa Maria, cerca de 17% das lavouras estão em floração e mais de 80% seguem em desenvolvimento vegetativo. Enquanto isso, em Bagé, apenas 12% já começaram a floração, com o restante ainda em vegetação.

Em São Gabriel, apesar de um baixo desenvolvimento observado em comparação ao ano anterior, 20% dos cultivos estão na fase de floração, embora partes da área ainda apresentem solo saturado devido às chuvas intensas.

No restante do estado, as condições são variadas: em Passo Fundo, 60% das lavouras já estão em floração e mantêm boa saúde; em Erechim, 20% estão em floração; e em Frederico Westphalen, 15% dos cultivos estão em enchimento de grãos.

Na região de Soledade, a situação é estável, com 25% das áreas iniciando floração e apenas danos localizados devido à erosão laminar. Por sua vez, a região de Pelotas alcançou 95% da área prevista para semeadura, mas as chuvas atrasaram o plantio, com o desenvolvimento das lavouras existentes considerado normal.

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