Dia do Algodão destaca produção e inovações na Bahia
Eventos promovem a troca de ideias e a celebração da cotonicultura local

O último final de semana foi significativo para a cotonicultura na Bahia, com o Dia do Algodão realizado no Centro de Treinamento da Abapa em Luís Eduardo Magalhães. O evento, que ocorreu entre 31 de julho e 1º de agosto, reuniu agricultores, pesquisadores e profissionais do setor para discutir inovações e práticas sustentáveis.
Atualmente, a Bahia é o segundo maior produtor de algodão do Brasil, e a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto, ressaltou que a quinta edição da festa mostra a relevância da cultura para o estado e seu impacto global. 'Esse evento vem se consolidando de forma grandiosa, mostrando a força do algodão na nossa região', disse.
Para a safra 2025/2026, as previsões são promissoras, com a expectativa de produção de 925 mil toneladas de pluma, um aumento de cerca de 10% se comparado com o ciclo anterior. Embora ainda esteja em andamento, os resultados preliminares da colheita são encorajadores, segundo Zanotto.
"Estamos apenas na metade da colheita, mas o que já foi colhido demonstra que este pode ser o nosso maior resultado histórico na produção de algodão.
Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa, também celebrou os resultados positivos. Ele destacou a qualidade da fibra produzida na Bahia, que se apresenta com alta produtividade neste ano.
O evento também abordou questões relevantes sobre o mercado internacional e a importância da gestão eficiente dos custos de produção. O palestrante Renato Garcia Ribeiro, do Cepea/Esalq-USP, destacou que o bom gerenciamento é essencial diante de um cenário econômico incerto.
✨ A eficiência na gestão é a principal ferramenta do produtor diante das incertezas econômicas.
Contexto
O trailer itinerante que circulou pela região levou informações sobre o cultivo do algodão, alertando para a presença do bicudo-do-algodoeiro, uma praga preocupante.
Esse formato interativo ajudou a conectar a comunidade local com o processo produtivo do algodão. Poliana Camacan, especialista em planejamento, comentou sobre a importância de entender a realidade do campo para enriquecer seu trabalho.
Em resumo, a cotonicultura baiana se reafirma como um motor econômico essencial, equilibrando alta produtividade com práticas de sustentabilidade.
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