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agricultura
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São Cristóvão transforma resíduos de crustáceos em biofertilizantes

Iniciativa inovadora melhora a agricultura familiar em Sergipe

Ricardo Alves04 de abril de 2026 às 13:10
São Cristóvão transforma resíduos de crustáceos em biofertilizantes

Uma nova iniciativa em São Cristóvão, Sergipe, está revolucionando a forma de fertilização das plantações na agricultura familiar. Com apoio da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), a Prefeitura local vem aplicando um projeto que transforma resíduos de siris e caranguejos em biofertilizantes para os agricultores da região.

A origem do projeto

O foco principal da atividade é o caranguejo uçá, de onde são coletados os resíduos. Segundo Elaine de Jesus, diretora de Aquicultura e Pesca da Prefeitura, a ideia surgiu após um diagnóstico sobre o manejo de resíduos nas comunidades pesqueiras. "Identificamos que muitos descartavam os cascos de forma inadequada, o que causava danos ambientais e poderia ser reaproveitado novamente", explica.

Detalhes da execução

Renato Figueiredo, chefe do escritório da Emdagro em São Cristóvão, comentou sobre como a extensão rural pode apresentar soluções sustentáveis. O processo de produção do biofertilizante envolve a trituração dos cascos, que se tornam farinha e passam por fermentação biológica com esterco bovino fresco. "Esse fertilizante é rico em nutrientes e microrganismos benéficos, além de conter quitina, que se transforma em quitosana durante a fermentação", detalha.

A quitosana melhora a absorção de nutrientes e estimula as defesas das plantas, reduzindo a necessidade de insumos químicos.

Resultados iniciais

A etapa experimental ocorreu na propriedade de uma agricultora da comunidade do povoado Tinharé, que ressaltou a importância da proposta. "Ao disponibilizar minha propriedade para os testes, vi que devíamos aproveitar esse resíduo comum para criar um insumo agrícola que beneficia a agricultura familiar e promove a sustentabilidade", destaca Andréia.

José Valmiro Alves dos Santos, representante de uma associação local, enfatizou os benefícios do projeto para a saúde pública. Ele apontou que o descarte irregular das cascas contribui para o acúmulo de água e proliferação de mosquitos. "Encontrar uma solução para o descarte desses resíduos é fundamental não apenas para a saúde, mas também para melhorar a qualidade de vida na comunidade", conclui.

Impactos do projeto

Além de promover a limpeza das comunidades e proteger o meio ambiente, a iniciativa integra marisqueiras, pescadores e agricultores, criando uma cadeia produtiva circular.

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