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agricultura
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Dor em bovinos compromete lucratividade na pecuária de corte

Impacto da dor e inflamações reduz o desempenho do rebanho.

Gabriel Rodrigues05 de julho de 2026 às 11:45
Dor em bovinos compromete lucratividade na pecuária de corte

A pecuária de corte enfrenta um desafio crucial: a dor e as inflamações nos bovinos comprometem o desempenho do rebanho. Em entrevista ao Giro do Boi, o médico veterinário Mateus Souza, coordenador técnico da Boehringer Ingelheim, alertou para o impacto financeiro que essas condições geram aos produtores.

Souza explicou que a dor reduz significativamente o Ganho Médio Diário (GMD) dos bovinos. 'Quando o animal sente dor, ele consome menos alimento, ingere menos água e se movimenta com relutância até o cocho', afirmou.

Menor consumo de alimento resulta em perda de peso e lucro na pecuária.

O impacto da dor também complica a microbiota do rúmen, onde vivem bilhões de bactérias benéficas. O veterinário contou que o estresse causado pela dor leva à diminuição na ingestão de matéria seca, resultando na morte das bactérias e prejudicando a produção de Ácidos Graxos Voláteis (AGVs), essenciais para a energia do animal.

Esse ciclo vicioso de dor e baixa ingestão alimentar resulta em um tempo prolongado de confinamento e um aumento nos custos operacionais. Souza destacou que uma abordagem eficaz é necessária, e a Boehringer Ingelheim recomenda o uso do Metacam, um medicamento à base de Meloxicam, que combate inflamações sem os efeitos colaterais severos associados a fármacos antigos.

O Metacam, segundo Souza, proporciona uma solução segura e eficiente, uma vez que, devido à sua aplicação em dose única, minimiza o estresse nos bovinos ao evitar injeções repetidas. 'Menos manejo implica menos estresse e uma recuperação mais rápida do consumo de cocho', comentou o veterinário.

Além disso, Souza enfatizou a importância do treinamento das equipes de manejo para identificar sinais de dor nos animais, já que eles costumam ocultar suas fraquezas. 'Os profissionais devem estar atentos aos sinais clínicos reconhecidos', finalizou.

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