Guilherme Campos destaca integração entre crédito e seguro rural
Secretário do Mapa defende análise conjunta em Plano Safra 2026/27

Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola do Mapa, assinala que a elaboração do Plano Safra 2026/27 deve se desenvolver simultaneamente à resolução do seguro rural e das dívidas do setor agrícola.
Para Campos, esses assuntos estão interligados e requerem uma abordagem integrada. 'O Plano Safra, o seguro rural e o endividamento precisam caminhar juntos. As decisões tomadas em um área afetam diretamente as outras', declarou em entrevista ao CNN Agro.
✨ Sem a renegociação de dívidas, o acesso ao crédito do Plano Safra fica comprometido.
O secretário enfatizou a urgência em ajustar as condições atuais, alertando que a falta de acesso ao financiamento já é uma realidade que precisa ser corrigida. Ele afirmou: 'Existem recursos disponíveis, mas não há como acessá-los com a estrutura atual'.
Recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que moderniza o marco legal do seguro rural, sob a relatoria do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR). Essa nova proposta integra o seguro às garantias dos créditos rurais, tornando-o uma condição para o acesso ao financiamento.
Contexto Adicional
A nova legislação visa assegurar que a subvenção do seguro se torne uma despesa obrigatória, mas enfrenta resistência da equipe econômica quanto à fixação de despesas que não possam ser contingenciadas.
Campos também mencionou a importância de enfrentar as dívidas do setor e aprimorar a estrutura do seguro rural, ressaltando que eventos climáticos recentes demonstraram a necessidade de um sistema mais sólido para proteger os agricultores.
A criação de um fundo garantidor é vista como uma solução potencial para proteger financeiramente os agricultores contra riscos climáticos, embora ainda encontre objeções entre os economistas do governo.
Na mesma ocasião, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou o Projeto de Lei 5.122/2023, que pode utilizar o Fundo Social do pré-sal para a renegociação de dívidas rurais, estabelecendo taxas de juros que vão de 3,5% a 7,5%, dependendo do perfil do produtor.
Campos concluiu afirmando que o governo ainda possui chances de implementar as mudanças necessárias, mas a cada dia que passa, as opções disponíveis tendem a se restringir.
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