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agricultura
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Guilherme Campos destaca urgência no Plano Safra e endividamento rural

Secretário de Política Agrícola enfatiza a relação entre as soluções financeiras

João Pereira03 de junho de 2026 às 10:35
Guilherme Campos destaca urgência no Plano Safra e endividamento rural

O secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, afirmou que a formulação do Plano Safra 2026/27 e a resolução do endividamento rural são questões interligadas que necessitam de uma abordagem integrada.

Durante a abertura do 2º Congresso Brasileiro dos Produtores de Soja em Brasília, Campos destacou que a renegociação de dívidas está em trâmite no Senado e é conduzida pelo Ministério da Fazenda. Ele enfatizou que a solução para essas questões deve ser encontrada rapidamente.

As garantias estão tomadas, e o alto índice de endividamento é causado por fatores como mudanças climáticas e dificuldades de mercado.

O secretário sublinhou que o cenário atual de juros altos, atingindo 14,5%, é um empecilho para investimentos sustentáveis no setor. A meta do ministério é chegar a juros de um dígito para o novo Plano Safra.

O governo está avaliando um montante de R$ 550 bilhões a ser anunciado para apoiar médios e grandes produtores. Entretanto, Tânia Zanella, da Organização das Cooperativas Brasileiras, afirmou que o essencial não é um volume recorde, mas um plano que realmente atenda às necessidades dos produtores.

Ela também apontou as dificuldades de acesso a recursos enfrentadas pelos agricultores devido ao endividamento e as limitações impostas pelos bancos.

Em um contexto desafiador, Campos ressaltou a importância de garantir um seguro rural acessível. Ele mencionou que a proposta do ministério busca potencializar esse tipo de seguro, especialmente em um ambiente de riscos climáticos, como o fenômeno El Niño.

Contexto

O projeto de lei para a renegociação de dívidas poderá ser votado no Senado na próxima semana, com discussões em andamento entre senadores e representantes financeiros para encontrar uma solução viável.

Tânia Zanella também participou das discussões e enfatizou a necessidade de um projeto sólido que ofereça uma solução duradoura para o endividamento rural.

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