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agricultura
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Identificação precoce de tripes é crucial para cultivo de feijão

A prevenção e o manejo integrado são essenciais para a produtividade.

Gabriel Rodrigues05 de agosto de 2026 às 19:01
Identificação precoce de tripes é crucial para cultivo de feijão

A identificação precoce de tripes no cultivo de feijão é fundamental para minimizar perdas na produtividade e manter a qualidade das vagens e dos grãos. Essas pragas, em particular as do gênero Frankliniella, podem danificar flores, folhas e vagens, tornando essencial um monitoramento constante e um manejo adequado ao longo de todo o ciclo da cultura.

Os tripes são uma preocupação significativa para os produtores, especialmente durante períodos quentes e secos. Esses insetos alimentam-se raspando a superfície das folhas e partes da planta para sugar a seiva, o que causa danos que podem comprometer o desenvolvimento da lavoura e reduzir a produtividade. A rapidez no reconhecimento dos sintomas é um dos principais fatores para evitar prejuízos.

O monitoramento começa na fase vegetativa inicial, com inspeções regulares.

Os primeiros sinais de infestação aparecem nas folhas jovens, que podem ter áreas prateadas ou esbranquiçadas devido à raspagem da epiderme. Conforme a infestação avança, essas áreas se tornam bronzeadas, podendo levar à necrose e enrolamento das folhas.

Os sintomas nas flores incluem descoloração e queda prematura das pétalas, enquanto nas vagens novas surgem manchas prateadas que podem evoluir para cicatrizes castanhas, deformações e perda da qualidade comercial.

Distinguir os danos dos tripes de problemas como deficiências nutricionais ou fitotoxidez é um desafio. Enquanto deficiências geralmente apresentam um padrão uniforme, os danos dos tripes são irregulares e estão associados à presença dos insetos nas partes afetadas da planta.

O impacto econômico das infestacões depende do estágio da cultura e da intensidade da praga. Durante o pré-florescimento, os danos podem resultar em menor área foliar e maior suscetibilidade ao estresse hídrico. No florescimento, podem causar a queda de botões e reduzir o número de vagens por planta, enquanto na fase de enchimento, favorecem deformações e comprometimento da qualidade dos grãos.

Para decidir sobre o controle, é vital um monitoramento sistemático que considere a população de tripes, os sintomas observados e o estágio de desenvolvimento das plantas. Condições como histórico da praga, períodos de calor e a presença de plantas hospedeiras aumentam o risco de surtos.

A abordagem de manejo recomendada é integrada, combinando estratégias como a escolha da época de semeadura, controle de plantas daninhas, espaçamento adequado e uso racional de inseticidas. Bioinseticidas podem ser considerados, seguindo sempre orientação técnica.

Quando necessário, o uso de inseticidas deve ser cuidadosamente gerido, com escolha de produtos e doses feitas com a ajuda de um engenheiro agrônomo, respeitando as orientações da bula. A rotação de mecanismos de ação e a adoção de tecnologias que garantam boa cobertura das plantas são igualmente importantes para evitar resistência.

O manejo dos tripes deve estar alinhado a práticas de irrigação, adubação e controle de doenças, visto que os danos causados podem facilitar a entrada de patógenos. É crucial que todas as aplicações de produtos fitossanitários sigam a legislação vigente, incluindo o uso de EPIs e o descarte adequado das embalagens.

Por fim, o monitoramento frequente é essencial, especialmente em climas favoráveis ao desenvolvimento dos tripes, para que intervenções sejam realizadas antes que os danos se tornem irreversíveis.

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