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agricultura
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Larva pão de galinha ameaça cultivo de trigo no Brasil

Produtores devem ficar atentos aos danos invisíveis dessa praga.

Carlos Silva14 de abril de 2026 às 11:15
Larva pão de galinha ameaça cultivo de trigo no Brasil

A larva pão de galinha, ou Diloboderus abderus, é uma das principais ameaças invisíveis ao cultivo de trigo no Brasil, prejudicando a semeadura antes mesmo que as sementes brotem.

Este estágio imaturo de um besouro da família Melolonthidae é frequentemente subestimado por muitos agricultores, apesar de causar danos significativos.

Características da Larva Pão de Galinha

Popularmente conhecida como 'coró-das-pastagens', a larva desenvolve-se em pastagens onde se alimenta das raízes das gramíneas. A sua identificação é facilitada pela aparência robusta: corpo em forma de 'C' com coloração entre creme e esbranquiçado, e cabeça marrom escura com mandíbulas proeminentes.

O adulto da larva é um besouro escuro que voa para acasalar e desova em solos com pouca vegetação.

Ciclo de Vida e Dano

Com um ciclo de vida que pode ultrapassar um ano, dependendo das condições climáticas, a identificação precoce do dano é crucial para os agricultores. Entre os principais sintomas na lavoura de trigo estão:

  • 1irregularidades na semeadura, com falhas visíveis nos canteiros
  • 2emergência de plântulas que murcham rapidamente, mesmo em solo úmido
  • 3plantas que se soltam ao puxar, mostrando raízes danificadas
  • 4semente destruída ao escavar o solo nas áreas afetadas
  • 5presença de larvas ativas próximas ao dano.

Esses sintomas podem ser confundidos com problemas de semeadura, má qualidade de sementes ou questões fitossanitárias, portanto, é essencial proceder com uma inspeção do solo.

Impactos Econômicos

Os prejuízos gerados pela larva vão além das falhas visuais, incluindo:

  • 1diminuição da taxa de emergência das sementes, levando à falsa impressão de falhas de germinação
  • 2dificuldades na distribuição de plantas, favorecendo o crescimento de ervas daninhas
  • 3plantas comprometidas, tornando-as vulneráveis a estresses hídricos
  • 4necessidade de replantio em áreas severamente afetadas, aumentando os custos.

Manejo e Monitoramento

Para mitigar danos, o planejamento deve iniciar antes da semeadura. As recomendações da Embrapa Trigo incluem:

  • 1realização de monitoramento pré-semeadura em áreas com histórico de corós, utilizando pequenas trincheiras para contagem de larvas
  • 2adotar práticas de rotação de culturas com leguminosas, reduzindo a debilidade das raízes
  • 3em casos de histórico comprovado de dano, considerar o uso de inseticidas, fundamentando a decisão nas condições do solo e na quantidade de larvas.

A rotação de grupos químicos é aconselhada para evitar resistência, sempre respeitando as orientações técnicas.

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