Aumento na pesquisa e desenvolvimento gera nova dinâmica de mercado

A indústria de defensivos agrícolas está passando por uma reestruturação competitiva significativa, especialmente em relação ao papel da China no mercado. A nação não se limita mais a atuar apenas na fase pós-patente e vem investindo fortemente em pesquisa e desenvolvimento de novas moléculas.
Christian Pereira, estrategista da Bizup Strategy, sinaliza que a questão chave agora não é apenas se a China vai criar novos produtos químicos, mas onde as margens de lucro estarão situadas assim que essas inovações surgirem: "A patente protege a molécula, mas não garante a margem", diz ele.
✨ Novos ingredientes ativos desenvolvidos por empresas chinesas estão alterando a dinâmica do mercado, com várias já inovações patenteadas.
A análise revela que a barreira à entrada no mercado vai além da descoberta de novas moléculas; a capacidade de capturar valor depende de fatores como marca, formulação, registro, distribuição e relacionamento com o cliente.
Um exemplo ilustrativo é o caso da FMC, onde a concorrência intensificou-se rapidamente após a expiração da patente do clorantraniliprole. Produtos sob marcas próprias mostraram mais resiliência em comparação com as vendas do ingrediente técnico puro.
Pereira ainda ressalta que as empresas chinesas estão em diferentes fases de desenvolvimento no Brasil, e o principal desafio para o setor é a combinação de custos baixos, uma entrada facilitada no mercado e moléculas próprias.
"Nos próximos anos, a disputas no setor não serão apenas sobre quem desenvolve mais moléculas, mas sobre quem consegue converter moléculas em uma posição de mercado. Tecnologia são moléculas; a posição é o que se constrói depois disso. A patente apenas oferece um tempo extra, mas nunca assegura uma posição sustentável no mercado.
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