Aphis gossypii Ameaça Cultivo de Algodão no Brasil
Praga conhecida como pulgão-do-algodoeiro compromete qualidade e produtividade da fibra.

O pulgão-do-algodoeiro, conhecido pela nomenclatura científica Aphis gossypii, é uma das pragas mais destrutivas nos cultivos de algodão no Brasil. Este inseto é capaz de se reproduzir rapidamente, podendo gerar até 15 gerações em uma única safra.
Impacto no Desenvolvimento das Plantas
De acordo com Luiz Henrique Marcandalli, agrônomo e chefe de marketing da Rainbow Agro, a presença do pulgão causa danos significativos ao crescimento das plantas. “Ele provoca deformações nas folhas e inibe o crescimento, além de dificultar a fotossíntese, criando barreiras ao pleno desenvolvimento da planta”, explica.
✨ O pulgão é originário de tons amarelos a verdes e é pequeno, utilizando um aparelho bucal para se alimentar da seiva das plantas.
"O líquido açucarado eliminado durante a alimentação do pulgão atrai formigas e provoca a formação de fumagina, resultante do fungo Capnodium spp.
Além de causar danos diretos, o pulgão também pode transmitir microrganismos que levam a doenças, como o mosaico das nervuras e o vermelhão, podendo resultar em perdas de até 40% na produtividade.
Fatores Favoráveis
O crescimento das populações de pulgões é acelerado por condições climáticas de elevadas temperaturas e baixa umidade.
Marcandalli acrescenta que a presença do inseto afeta a qualidade da fibra do algodão, tornando-a menos valorizada. O líquido meloso, conhecido como 'honeydew', deixou as fibras mais pegajosas, resultando no fenômeno do 'sticky cotton'.
O controle desses insetos implica em custos elevados, já que aproximadamente 40% das aplicações de inseticidas na cultura do algodão estão relacionadas ao pulgão e outros sugadores. No Cerrado, os custos podem alcançar até US$ 3 mil por hectare.
Estratégias de Controle
Entre as soluções para o manejo do pulgão do algodão, destaca-se o Acegol, desenvolvido pela Rainbow Agro, que utiliza o ativo acetamiprido em forma de grânulos solúveis em água. Marcandalli recomenda que o controle ocorra nas fases iniciais da infestação: 'Esta é uma solução com amplo espectro e potente contra o pulgão-do-algodoeiro', conclui.
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