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agricultura
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Lucro no confinamento de gado no Brasil aumenta 28,85% em 2025

Cargill revela crescimento nos lucros e boas expectativas para 2026

Acro Rodrigues06 de maio de 2026 às 16:55
Lucro no confinamento de gado no Brasil aumenta 28,85% em 2025

Em 2025, o lucro médio no confinamento de gado no Brasil atingiu R$ 869 por animal, representando um considerável aumento de 28,85% em comparação aos R$ 674,4 registrado em 2024. Este resultado, revelado em pesquisa da Cargill com 217 confinamentos, reflete uma amostra abrangente que envolve mais de 2,7 milhões de bovinos, equivalendo a aproximadamente 27% do rebanho nacional em sistema de confinamento.

Segundo os especialistas da Cargill, o crescimento nos lucros é atribuído à estabilização dos custos operacionais, assim como à queda nos preços dos grãos, como milho e soja, entre 2024 e 2025, e ao aumento dos preços da arroba devido a exportações recordes e a um mercado interno fortalecido.

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O ano passado foi economicamente favorável. O preço da arroba foi positivo por grande parte do período, permitindo que os pecuaristas adotassem dietas mais econômicas e alcançassem esses resultados”, afirma Felipe Bortolotto, gerente de tecnologia para gado de corte da Cargill.

Expectativas para 2026 são otimistas: 70,2% dos pecuaristas acreditam que o ano será ainda melhor.

A pesquisa também explorou as projeções dos pecuaristas para 2026, revelando que 70,2% deles estão confiantes em um desempenho superior em relação a 2025. Outros 21,5% acreditam que a situação permanecerá estável, enquanto 6,3% têm uma visão pessimista.

Quando_questionados sobre as principais oportunidades para 2026, 62,86% citam o preço de venda dos animais, enquanto 52,38% mencionam os custos de insumos. Entre outras prioridades, 50,95% abordaram a gestão de risco na comercialização do gado, e 14,29% se preocuparam com os custos de reposição.

Contexto do Levantamento

Iniciado em 2016 com 11 confinamentos e 111 mil animais, o levantamento da Cargill visa criar uma base comparativa para o setor, sempre respeitando a anonimidade dos participantes, que também recebem suporte técnico.

O Benchmarking Confinamento Probeef tem sido fundamental para a análise dos dados de gestão pecuária, já abrangendo 11,8 milhões de bovinos em mais de 300 confinamentos.

Entre as principais tendências, Bortolotto destaca a melhoria na conversão alimentar, com uma redução de 9,4 quilos de matéria seca por arroba produzida desde 2016, além do aumento no ganho de peso médio diário.

Outro aspecto notável é a diminuição no peso de entrada dos animais no confinamento, com uma média de 1,2 quilo a menos anualmente, enquanto o tempo de permanência no cocho aumentou em média 1,09 dia por ano.

Projeções sugerem que os animais no Brasil poderão passar cada vez mais tempo no cocho, com previsões de até 150 dias no futuro.

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