Cargill revela crescimento nos lucros e boas expectativas para 2026

Em 2025, o lucro médio no confinamento de gado no Brasil atingiu R$ 869 por animal, representando um considerável aumento de 28,85% em comparação aos R$ 674,4 registrado em 2024. Este resultado, revelado em pesquisa da Cargill com 217 confinamentos, reflete uma amostra abrangente que envolve mais de 2,7 milhões de bovinos, equivalendo a aproximadamente 27% do rebanho nacional em sistema de confinamento.
Segundo os especialistas da Cargill, o crescimento nos lucros é atribuído à estabilização dos custos operacionais, assim como à queda nos preços dos grãos, como milho e soja, entre 2024 e 2025, e ao aumento dos preços da arroba devido a exportações recordes e a um mercado interno fortalecido.
"O ano passado foi economicamente favorável. O preço da arroba foi positivo por grande parte do período, permitindo que os pecuaristas adotassem dietas mais econômicas e alcançassem esses resultados”, afirma Felipe Bortolotto, gerente de tecnologia para gado de corte da Cargill.
✨ Expectativas para 2026 são otimistas: 70,2% dos pecuaristas acreditam que o ano será ainda melhor.
A pesquisa também explorou as projeções dos pecuaristas para 2026, revelando que 70,2% deles estão confiantes em um desempenho superior em relação a 2025. Outros 21,5% acreditam que a situação permanecerá estável, enquanto 6,3% têm uma visão pessimista.
Quando_questionados sobre as principais oportunidades para 2026, 62,86% citam o preço de venda dos animais, enquanto 52,38% mencionam os custos de insumos. Entre outras prioridades, 50,95% abordaram a gestão de risco na comercialização do gado, e 14,29% se preocuparam com os custos de reposição.
Iniciado em 2016 com 11 confinamentos e 111 mil animais, o levantamento da Cargill visa criar uma base comparativa para o setor, sempre respeitando a anonimidade dos participantes, que também recebem suporte técnico.
O Benchmarking Confinamento Probeef tem sido fundamental para a análise dos dados de gestão pecuária, já abrangendo 11,8 milhões de bovinos em mais de 300 confinamentos.
Entre as principais tendências, Bortolotto destaca a melhoria na conversão alimentar, com uma redução de 9,4 quilos de matéria seca por arroba produzida desde 2016, além do aumento no ganho de peso médio diário.
Outro aspecto notável é a diminuição no peso de entrada dos animais no confinamento, com uma média de 1,2 quilo a menos anualmente, enquanto o tempo de permanência no cocho aumentou em média 1,09 dia por ano.
✨ Projeções sugerem que os animais no Brasil poderão passar cada vez mais tempo no cocho, com previsões de até 150 dias no futuro.
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