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agricultura
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Manejo de pragas na cana-de-açúcar é crucial para a produtividade

Estratégias para controle de broca e cigarrinhas são essenciais

Gabriel Rodrigues17 de julho de 2026 às 15:45
Manejo de pragas na cana-de-açúcar é crucial para a produtividade

No estádio reprodutivo da cana-de-açúcar, a ocorrência de pragas como a broca-da-cana (Diatraea saccharalis) e as cigarrinhas (Mahanarva fimbriolata) pode levar a perdas substanciais na produtividade e na qualidade do açúcar. Durante o período que vai de dezembro até a colheita, o foco do manejo deve intensificar-se, pois qualquer ataque pode impactar diretamente os colmos em maturação, aumentando o risco de danos severos.

Importância do manejo de pragas

A fase reprodutiva da cana é marcada pela maturação dos colmos e pelo fechamento do dossel vegetativo, fato que dificulta a visualização de infestações. Segundo Dinardo-Miranda (2008), nesse período, a planta já acumulou grande parte de sua biomassa, e o foco do manejo passa a ser a manutenção da saúde dos colmos, evitando que pragas como a broca e as cigarrinhas prejudiquem o rendimento no corte.

Perdas significativas na qualidade do açúcar podem ocorrer devido à ação das pragas, tornando o manejo crucial.

Impacto da broca-da-cana

As lagartas da broca-da-cana escavam galerias nos colmos, afetando o fluxo de seiva e resultando em queda do peso e da qualidade dos colmos, além de aumentar os custos industriais.

Além disso, a cigarrinha-das-raízes pode intensificar o problema ao sugar seiva e liberar toxinas que prejudicam tanto a parte aérea quanto o sistema radicular da planta. Esse tipo de dano resulta em folhas amareladas e com manchas, reduzindo a fotossíntese em um momento em que a produção de sacarose é crítica.

Estratégias para o controle de pragas

Para gerenciar essas pragas efetivamente, é necessário um monitoramento estruturado que inclua caminhada em zigue-zague para avaliar a presença de colmos danificados e a contagem de indivíduos de cigarrinhas por área. Além disso, a implementação de controles biológicos, como o uso de parasitas naturais, pode ser uma escolha eficaz, desde que as liberações já estejam planejadas desde o início do ciclo.

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O uso de práticas culturais, como a manutenção da palhada e a escolha de variedades resistentes, contribui para a saúde do canavial e a redução da infestação de pragas.

  • 1Monitoramento contínuo das lavouras
  • 2Avaliação de danos em colmos e folhas
  • 3Implementação de controle biológico
  • 4Ajustes nas práticas culturais para favorecer inimigos naturais

Por fim, a aplicação de inseticidas deve ser considerada com cautela, levando em conta o tempo até o corte e a necessidade de respeitar os períodos de carência dos produtos. Medidas preventivas, como a escolha de cultivares e o ajuste nos planos de colheita, são essenciais para mitigar danos e garantir um bom retorno econômico.

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