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agricultura
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Mercado de café espera oferta confortável mas teme El Niño

Safra brasileira recorde pode aliviar preços, mas riscos climáticos persistem.

Gabriel Rodrigues15 de julho de 2026 às 15:14
Mercado de café espera oferta confortável mas teme El Niño

O mercado global do café deve desfrutar de uma oferta mais favorável no terceiro trimestre de 2026, impulsionado pela nova safra recorde no Brasil. Entretanto, os atrasos na colheita e a situação do fenômeno El Niño levantam preocupações sobre os preços internacionais nos próximos meses, segundo a consultoria StoneX.

Desafios e Oportunidades no Mercado

Os preços da commodity mostraram oscilações em junho, indicando que o mercado ainda está vulnerável a fatores que podem afetar a disponibilidade do café. Em junho, a colheita no Brasil foi atrasada devido a chuvas acima da média, resultando em um ritmo de comercialização inferior ao usual. Isso, por sua vez, contribuiu para uma temporária valorização das cotações.

Estima-se que a safra brasileira de 2026/27 deverá atingir 75,3 milhões de sacas, aumento de 20,8% em relação ao ciclo anterior.

A StoneX destaca que, com a entrada dos volumes da nova safra brasileira a partir de julho e especialmente em agosto, há uma expectativa de alívio nas pressões sobre os preços internacionais. Adicionalmente, o Vietnã, sendo o principal produtor mundial de robusta, também deve apresentar aumento na produção.

Contexto Adicional

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta que a produção de robusta no Vietnã chegue a 32,5 milhões de sacas, reforçando as perspectivas otimistas para a oferta global no segundo semestre.

Apesar do ambiente geral mais favorável, a StoneX adverte que o consumo global permanece estável, o que pode ajudar a sustentar os preços da commodity. No entanto, deve-se monitorar de perto os riscos climáticos, especialmente os relacionados ao El Niño, que apresenta alta probabilidade de se intensificar.

Se o comportamento do El Niño se mostrar adverso entre setembro e outubro, isso pode influenciar negativamente as condiciones das lavouras e, por conseguinte, a expectativa de produção para o ciclo de 2027. O Brasil e outros grandes produtores como Vietnã e Indonésia estão entre os mais afetados por secas e calor exacerbados.

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A volatilidade permanece uma característica marcante no mercado de café; enquanto há expectativa de oferta abundante, o clima pode complicar a análise das colheitas futuras.”

Leonardo Rossetti, especialista da StoneX.

A forma como o fenômeno climático se desenvolverá é crucial. Se houver uma redução no El Niño em início de 2027, os riscos para a produção global podem ser mitigados. Caso contrário, o mercado deverá se preparar para uma possível elevação dos preços devido a estas variações climáticas.

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