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economia
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Queda nos preços do café reflete safra recorde no Brasil

Expectativa de alta produção pressiona cotações internacionais.

Gabriel Azevedo09 de junho de 2026 às 16:45
Queda nos preços do café reflete safra recorde no Brasil

Os preços do café despencaram nas bolsas internacionais na última semana, impactados pela previsão de uma safra recorde no Brasil e pelo aumento da oferta global.

Leonardo Rossetti, especialista em inteligência de mercado da StoneX, afirmou que a disponibilidade do produto deve crescer nos próximos meses. Os contratos do café arábica em Nova York caíram 7,6%, atingindo os menores níveis em mais de um ano e meio.

Os contratos do robusta em Londres também apresentaram queda de 4,6%.

Rossetti destacou que a expectativa de uma safra significativa no Brasil continua a ser o principal fator afetando os preços. Apesar do avanço lento da colheita, os trabalhos estão se acelerando, com 23% da área plantada de café arábica colhida até a última semana, comparado a 16% na semana anterior.

Para o café conilon, a colheita já avançou para 42% da área, superando os 33% observados anteriormente.

Contexto

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou a produção brasileira de café para a safra 2026/27 em 71 milhões de sacas, o que, apesar de ser inferior à estimativa da StoneX de 75,3 milhões de sacas, ainda indica um recorde para o Brasil.

Além disso, a recuperação da safra colombiana, prevista para maio, também pressiona as cotações, ampliando as expectativas de oferta global.

Embora tenha havido uma tentativa de recuperação no início desta semana, os contratos fecharam em leve baixa novamente. Rossetti observou que, embora o mercado apresente sinais de sobrevenda, os fundamentos permanecem baixistas, sem resistência técnica suficiente contra novos testes de preço.

A atuação de fundos de investimento também influencia o mercado, aumentando as posições vendidas e reforçando a expectativa de continuidade da queda de preços.

As condições climáticas durante o inverno brasileiro serão monitoradas nas próximas semanas, uma vez que temperaturas próximas a 5°C podem gerar volatilidade nas cotações.

As condições climáticas relacionadas ao fenômeno La Niña também estarão sob observação, especialmente entre agosto e setembro, que é o período que antecede a florada. No entanto, os sinais atuais indicam um fenômeno de baixa intensidade e sem impactos significativos esperados sobre a produção.

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