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agricultura
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Mercados agrícolas apresentam tendências mistas na primeira semana de junho

Condicionantes climáticos e geopolíticos influenciam preços e oferta.

Gabriel Azevedo22 de junho de 2026 às 09:45
Mercados agrícolas apresentam tendências mistas na primeira semana de junho

Os mercados agrícolas começam a semana com um panorama misto, afetados por uma combinação de fatores climáticos, geopolíticos e mudanças nas taxas de câmbio, além da dinâmica da oferta mundial.

De acordo com a TF Agroeconômica, os preços do trigo e do milho estão em queda, enquanto a soja busca leve valorização na bolsa de Chicago.

Os contratos de trigo recuaram após uma semana de ganhos significativos.

Após um aumento de mais de 3% no valor do trigo em Chicago e 1,5% em Kansas, a redução atual é atribuída à realização de lucros por parte de fundos de investimento. Na Europa, a colheita dos grãos de inverno avança, com destaque para o progresso na cevada ao norte do Sena e o início da colheita do trigo em regiões precoces na costa atlântica e sudoeste da França.

Do lado cambial, o euro continua a se desvalorizar em relação ao dólar, cotado em cerca de 1,1450. O mercado se aguarda o relatório de posições da CFTC, bem como o vencimento das opções de julho, que podem aumentar a volatilidade nos próximos dias.

O Egito, um dos principais importadores de trigo, anunciou uma redução em suas importações para 12,5 milhões de toneladas no ano fiscal atual.

A soja registra engrandecidos pequenos ganhos, impulsionada pela alta nos preços do petróleo e do óleo de soja.

Esses aumentos são apoiados pelas movimentações nos mercados de energia e biocombustíveis, apesar das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã que afetam o fluxo energético pelo Estreito de Ormuz.

Nos Estados Unidos, a fase de plantio está quase completa, e as condições climáticas, com chuvas abundantes em Kansas, Missouri e Iowa, ganham destaque. Contudo, a expectativa de produção favorável limita um crescimento acentuado nos preços.

Já o milho enfrenta pressões semelhantes. No Brasil, a estimativa da safra total foi reavaliada, passando de 140,11 milhões para 139,94 milhões de toneladas. A projeção para a safrinha também foi ajustada, caindo de 99,09 milhões para 98,98 milhões de toneladas, o que mantém os investidores atentos à oferta e às condições do mercado externo.

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