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agricultura
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Mosca-da-bicheira retorna e põe em risco pecuária dos EUA

Detecção da praga em Texas gera preocupação, mas não pânico imediato.

João Pereira05 de junho de 2026 às 10:15
Mosca-da-bicheira retorna e põe em risco pecuária dos EUA

A pecuária americana enfrenta um novo desafio com a reemergência da mosca-da-bicheira, antiga praga que estava ausente há 60 anos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou na última quarta-feira (3) a sua presença em um bezerro de apenas três semanas no Texas.

Conhecida também como bicheira-do-novo-mundo, a mosca-da-bicheira foi considerada erradicada desde 1966. O especialista Fernando Iglesias, coordenador de Inteligência de Mercado da consultoria Safras & Mercado, sinalizou que, apesar da gravidade da descoberta, não há razão para pânico imediato. "A presença da mosca já era previsível devido à sua propagação no norte do México", disse.

O governo dos EUA planeja usar moscas estéreis para controlar a reprodução da praga.

A mosca-da-bicheira é um parasita que deposita ovos em feridas abertas de animais, levando as larvas a invadir os tecidos, o que pode resultar em infecções fatais. Brooke Rollins, secretária de Agricultura dos EUA, anunciou que medidas preventivas estão sendo implementadas, incluindo a definição de zonas infestadas e a criação de quarentenas.

Este evento ocorre em um momento crítico para a pecuária nos Estados Unidos, que enfrenta o menor rebanho bovino em 75 anos, consequência de secas severas e altos custos de produção. Com a escassez, os preços da carne já alcançaram recordes históricos no mercado americano.

No Brasil, as repercussões têm sido leves até o momento. Segundo Iglesias, a B3 não registrou mudanças significativas, funcionando praticamente em 'modo reserva'. Contudo, ele destaca a importância de monitorar a evolução da situação para entender como isso pode impactar o mercado.

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