Relatório do USDA revela mudanças significativas na produção e estoque

A cotação do milho em Chicago passou por intensas oscilações nesta semana, refletindo as recentes atualizações do relatório de oferta e demanda do USDA. Na comparação entre os dias 11 e 12 de agosto, o preço do milho saltou de US$ 4,36 para US$ 4,57 por bushel, mas na sequência, caiu para US$ 4,48 em 13 de agosto.
Para a safra 2026/27, o USDA manteve sua previsão de produção em 406 milhões de toneladas nos Estados Unidos. No entanto, os estoques finais foram reduzidos para 42 milhões de toneladas, uma queda significativa em relação ao mês anterior.
✨ A produção mundial de milho aumentou em 2 milhões de toneladas, atingindo 1,299 bilhão de toneladas.
Em relação ao Brasil, a produção foi estimada em 139 milhões de toneladas, enquanto a Argentina deverá colher 55 milhões. Essas projeções levaram o preço médio ao produtor americano a ser fixado em US$ 4,50 por bushel para o novo ano comercial.
Embora a estimativa de produção tenha sido mantida, as condições das lavouras nos Estados Unidos pioraram. Dados mostram que apenas 61% das áreas estão em condições boas ou excelentes, comparado a 72% no mesmo período do ano passado.
Os embarques de milho dos EUA alcançaram 1,74 milhão de toneladas na semana que terminou em 6 de agosto, elevando o total acumulado do ano para 79,02 milhões de toneladas, um aumento de 25% em comparação com o ano anterior. A Espanha destaca-se como o principal destino, respondendo por 21% desse total.
No cenário internacional, a produção de milho na França deve cair drasticamente devido a problemas climáticos. As estimativas indicam uma redução de 35% para 9 milhões de toneladas, o menor volume desde 1980.
Analistas privados utilizam projeções ainda mais pessimistas, estimando que a produção possa ser apenas de 6,9 milhões de toneladas, a menor desde 1976. Além disso, a produção de trigo na França também está prevista para cair 4% em relação ao ano anterior.
Em contraste, a canola apresentou uma revisão positiva e pode alcançar 4,7 milhões de toneladas, 2% mais que no ano passado. Contudo, a produção de girassol deve ser apenas de 1,4 milhão de toneladas, o que marca uma queda acentuada desde 1980.
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